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Foguete da SpaceX pode ter colidido com a Lua nesta quarta; entenda

Parte da Falcon 9 tinha o tamanho de um ônibus e estava à deriva há um ano; Nasa aguarda imagens para confirmar colisão

Foguete Falcon 9 em decolagem, com labareda alaranjada na base e nuvem densa de fumaça branca se formando ao redor da torre de lançamento, sob céu claro.
Foguete Falcon 9 decola do Centro Espacial Kennedy, na Flórida (Crédito: Chandan Khanna/AFP)
  • Um pedaço de um foguete Falcon 9, da SpaceX, pode ter atingido a superfície da Lua na madrugada desta quarta-feira (5)
  • A colisão ainda não foi confirmada e depende da análise de imagens feitas por sondas e telescópios
  • O destroço tem cerca do tamanho de um ônibus escolar, pesa aproximadamente quatro toneladas e pode ter atingido a cratera Einstein a cerca de 8.690 km/h
  • O objeto é o segundo estágio de um Falcon 9 lançado em janeiro de 2025 para levar um módulo lunar da Firefly Aerospace
  • Como a missão seguia para a Lua, o estágio não retornou à Terra e permaneceu vagando pelo espaço após cumprir sua função
  • A trajetória foi alterada ao longo dos meses por uma combinação de atividade solar e forças gravitacionais
  • O possível impacto não representa qualquer risco para a Terra
  • Casos semelhantes são raros: um foguete chinês atingiu a Lua em 2022, e a NASA provocou um impacto controlado em 2009 para pesquisas
  • O episódio reforça a preocupação com o aumento do lixo espacial e os desafios para proteger futuras missões do programa Artemis

Um pedaço de um foguete da SpaceX pode ter colidido com a superfície da Lua na madrugada desta quarta-feira (5). A colisão, que, segundo a Nasa, deveria acontecer por volta das 3h (horário de Brasília) só poderá ser confirmada após análise de imagens feitas por sondas espaciais e telescópios e pode demorar horas ou até semanas.

O objeto, que tem aproximadamente o tamanho de um ônibus escolar e pesa cerca de quatro toneladas, estava à deriva há um ano e pode ter atingido a cratera Einstein, na borda oeste da Lua, a uma velocidade de cerca de 8.690 km/h. O episódio não representa um risco para a Terra

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O destroço é o segundo estágio de um foguete Falcon 9, lançado pela SpaceX em janeiro de 2025 para transportar um módulo de pouso lunar da empresa Firefly Aerospace.

 Por que o foguete não voltou para a Terra?

Em missões espaciais, os foguetes costumam funcionar em etapas. Após impulsionar a carga útil até determinada altitude, cada estágio é descartado.

Na maioria dos lançamentos, o segundo estágio retorna à atmosfera terrestre, onde é destruído pelo calor da reentrada ou cai em uma área previamente planejada no oceano. Neste caso, porém, a missão tinha como destino a Lua e exigia mais energia do que voos que permanecem em órbita da Terra.

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Por isso, o estágio final do Falcon 9 permaneceu no espaço após cumprir sua função. Sem combustível e sem possibilidade de ser controlado, o equipamento passou a vagar pelo Sistema Terra-Lua como mais um dos milhares de fragmentos de lixo espacial.

Como ele acabou indo em direção à Lua?

Durante meses, o objeto permaneceu em órbita até que astrônomos identificaram, no início deste ano, que sua trajetória terminaria na superfície lunar.

Segundo Julianna Scheiman, diretora dos programas científicos da NASA e Dragon da SpaceX, uma combinação entre a atividade solar e as forças gravitacionais alterou gradualmente a órbita do estágio do foguete.

“O que aconteceu foi, essencialmente, uma combinação da atividade solar com as forças gravitacionais, que colocou o objeto em uma trajetória em direção à Lua”, explicou a executiva.

Isso já aconteceu antes?

Casos como esse são considerados raros.

Em 2022, um estágio de um foguete chinês também colidiu com a Lua após concluir uma missão de testes. Antes disso, em 2009, a própria NASA provocou deliberadamente o impacto de um foguete contra a superfície lunar para estudar a poeira e os materiais ejetados pela colisão.

O que muda para as futuras missões?

Embora o impacto não cause danos significativos à Lua, ele reforça a preocupação das agências espaciais com o aumento do lixo espacial.

Segundo a SpaceX, a empresa e a NASA já discutem maneiras de evitar que estágios de foguetes abandonados acabem atingindo a Lua em futuras missões.

A preocupação é ainda maior porque o programa Artemis, da NASA, pretende estabelecer uma presença humana permanente no satélite natural ao longo dos próximos anos, com a construção de uma base lunar e missões frequentes de astronautas. Evitar que destroços espaciais atinjam essas futuras estruturas é considerado um dos desafios para a exploração sustentável da Lua.

*Com informações da Reuters

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