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Tarcísio garante emprego de ferroviários e pede fim da greve da CPTM

Governador de São Paulo prometeu enviar projeto de lei à Alesp para preservar emprego dos trabalhadores

Governador Tarcísio Freitas em discurso | Foto por NELSON ALMEIDA / AFP
Governador Tarcísio Freitas em discurso | Foto por NELSON ALMEIDA / AFP
  • O governador Tarcísio de Freitas anunciou que enviará à Alesp um projeto de lei para garantir os empregos dos funcionários da CPTM
  • A proposta será voltada aos trabalhadores das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, concedidas à iniciativa privada
  • Tarcísio pediu ao sindicato dos ferroviários que encerre a greve antes do horário de pico desta quarta-feira (5)
  • O projeto será apresentado durante audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho
  • O sindicato exige uma garantia concreta de manutenção dos empregos e também defende a reestatização das linhas
  • Segundo Tarcísio, nenhum trabalhador foi demitido após a concessão, e parte dos funcionários foi realocada para outros órgãos e linhas
  • O governador criticou o movimento grevista e acusou grupos políticos de tentar provocar caos no transporte público
  • Tarcísio descartou a reestatização e afirmou que as concessões são necessárias para ampliar investimentos e modernizar a malha ferroviária

O governador de São Paulo, Tarcísio Freitas (Republicanos-SP), afirmou na manhã desta quarta-feira (5), em entrevista coletiva, que enviará à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) um projeto de lei para preservar os empregos dos funcionários da CPTM.

Tarcísio pediu para que o sindicato dos ferroviários encerre a greve das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade antes do horário de pico desta quarta-feira.

“O que a gente espera é que haja bom senso e que o serviço seja retomado antes do horário de pico de hoje, porque a gente não quer ver o sofrimento das pessoas no fim da tarde”, falou o governador.

Tarcísio afirmou que a proposta de garantia dos empregos será apresentada durante a audiência de conciliação, que está marcada para esta tarde no Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

“Já existe um instrumento jurídico para isso desde 2020, mas ainda assim vamos encaminhar um projeto de lei específico para as linhas 11, 12 e 13 para dar mais força a esse compromisso e tirar qualquer argumento em sentido contrário”, afirmou.

O Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil pede uma garantia concreta de manutenção dos empregos dos trabalhadores das linhas que passaram por concessão à iniciativa privada. O sindicato também pede a reestatização das linhas.

“Desde que a concessão foi feita, quem foi demitido? Ninguém“, disse Tarcísio. Ele afirmou que os profissionais serão mantidos e que alguns já foram realocados para a Artesp, para o metrô e para outras linhas do transporte ferroviário.

O governador criticou o movimento grevista. “A gente vê a captura do sindicatos por grupos extremistas, grupos de extrema-esquerda. Ora, nós tínhamos parlamentares discursando na Assembleia que definiu a greve. É uma vontade de criar o caos e há um descompromisso com as pessoas. Não estão nem aí para a vida e para o sofrimento das pessoas”, completou.

+Greve da CPTM entra no 2º dia e afeta 1 milhão de passageiros em SP

Tarcísio justificou as privatizações como parte de uma estratégia para modernizar os trens e ampliar investimentos na malha ferroviária paulista.

“A manutenção do emprego nunca foi problema para o estado. Aí começa: ‘não, a gente está lutando também pela reestatização’. Isso está fora de questão. Nós não vamos reestatizar porque acreditamos que existe uma jornada de investimentos para melhorar o serviço”, declarou.

A paralisação, iniciada na terça-feira (4), afetou cerca de 1 milhão de passageiros e provocou impactos em toda a mobilidade da capital paulista. Mesmo com a suspensão do rodízio municipal de veículos nesta quarta, a cidade registrou congestionamentos de até 768 quilômetros durante a manhã.

Segundo o sindicato, a greve foi mantida porque, em reunião com representantes do governo estadual, não houve uma garantia formal de preservação dos empregos dos ferroviários durante o processo de concessão das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade à iniciativa privada. A categoria afirma que o movimento tem como objetivo proteger os postos de trabalho enquanto as negociações continuam.

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