Os trabalhadores representados pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da zona central do Brasil aprovaram, na noite desta segunda-feira (3), a greve da categoria durante assembleia convocada para avaliar a proposta apresentada pelo Governo de São Paulo. A greve afetará as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade e terá início à 0h desta terça-feira (4).
A decisão ocorre após uma reunião entre dirigentes sindicais e representantes do governo para discutir a manutenção dos empregos dos ferroviários diante da recente concessão das linhas. Após o resultado da votação, o sindicato divulgou uma mensagem pedindo união da categoria.
Os trabalhadores representados pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil aprovaram, na noite desta segunda-feira (3), a greve da categoria durante assembleia convocada para avaliar a proposta apresentada pelo Governo de São Paulo. A greve afetará as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade e terá início à 0h desta terça-feira (4).
A decisão ocorreu após uma reunião entre dirigentes sindicais e representantes do governo para discutir a manutenção dos empregos dos ferroviários diante da recente concessão das linhas. As Linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda, que são concedidas, e a 10-Turquesa não serão afetadas, bem como todo o sistema metroviário.
O principal ponto de reivindicação dos ferroviários é a garantia da manutenção dos postos de trabalho após a transferência da operação das linhas para a concessionária Trivia Trens. A categoria argumenta que busca segurança para os empregados durante o processo de transição.
As linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade passaram recentemente para a administração da concessionária. No entanto, apenas três dias após o início da operação, uma série de falhas operacionais, incluindo uma explosão, levou a CPTM a reassumir temporariamente o controle da circulação dos trens.
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Em nota, a CPTM e o Governo do Estado de São Paulo lamentaram a decisão da categoria de manter a paralisação. Segundo o governo, durante a reunião com os representantes dos ferroviários foram apresentados “compromissos concretos” e demonstrada a “disposição expressa da gestão estadual para avançar nas negociações”. O Executivo estadual afirmou ainda que “reiterou o compromisso com a preservação dos postos de trabalho e com a análise de projetos de lei de interesse do sindicato”.
“A paralisação não contribui para a negociação e seu único efeito será o de prejudicar milhares de trabalhadores, estudantes e passageiros que dependem diariamente do transporte ferroviário. É inaceitável que a categoria use a população como instrumento de pressão política”, diz o texto.
Ainda segundo o texto, a CPTM teve de recorrer ao Tribunal Regional do Trabalho, que determinou a operação de 80% do efetivo nos horários de pico e de 60% nos demais períodos. Em caso de descumprimento, o TRT fixou uma multa diária de R$ 400 mil ao sindicato, segundo o Estado.
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