Flávio Bolsonaro se pronunciou nesta quinta-feira (13) após identificar uma alteração em sua filiação partidária e não conseguir registrar sua candidatura à Presidência da República no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O senador do PL apareceu registrado como membro do Missão, partido do também candidato Renan Santos. “O sistema vai tentar de tudo para me parar, […]
Flávio Bolsonaro se pronunciou nesta quinta-feira (13) após identificar uma alteração em sua filiação partidária e não conseguir registrar sua candidatura à Presidência da República no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O senador do PL apareceu registrado como membro do Missão, partido do também candidato Renan Santos.
“O sistema vai tentar de tudo para me parar, mas não vai conseguir porque Deus está no comando, e juntos vamos resgatar o nosso Brasil”, disse Flávio em vídeo publicado no Instagram. Na legenda da postagem, ele também escreveu: “Tenho uma má notícia para vocês que só sabem jogar sujo. Isso não funcionou e nem vai funcionar. O Brasil vai vencer!”
O Tribunal Superior Eleitoral negou que o sistema de filiação partidária tenha sido hackeado. De acordo com comunicado oficial, o tribunal atribuiu a alteração ao “uso indevido da ferramenta por parte de alguém que possuía as credenciais da legenda para efetivar filiações”.
O TSE também informou que o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, encaminhou uma representação à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) e determinou a instauração de um inquérito pela Polícia Judiciária.
Missão se manifesta
Em nota oficial, o Missão declarou que “foi vítima de uma tentativa de filiação fraudulenta de Flávio Bolsonaro”.
De acordo com um relatório técnico elaborado pela equipe de tecnologia do partido, uma primeira tentativa de filiação foi cadastrada em 2 de agosto, com contribuição financeira de R$ 4.789,68. Foram realizadas duas tentativas de pagamento via Pix, mas ambas foram recusadas. O registro acabou sendo cancelado por falta de pagamento.
Já em 12 de agosto, foi aberta uma nova filiação, desta vez sem contribuição financeira, mas com os mesmos dados cadastrais. O registro foi encaminhado ao sistema Filia do TSE e, poucos minutos depois, o partido identificou uma divergência entre o CPF informado no cadastro e o CPF vinculado ao título eleitoral, o que apontam como uma evidência de que o nome de Flávio “foi utilizado indevidamente por
terceiro”.
A legenda então solicitou a reversão do registro, mas o sistema Filia recusou o pedido com uma mensagem de erro de permissão de acesso. Na madrugada de 13 de agosto, o Missão constatou que, apesar da tentativa de reversão, o registro havia sido efetivado e aparecia como “Regular” no sistema.
O relatório também aponta que o endereço de e-mail informado no cadastro era o de Flávio Bolsonaro no Senado. Segundo o partido, foram enviadas comunicações para esse endereço desde o primeiro cadastro, em 2 de agosto, incluindo avisos sobre o pagamento pendente e, posteriormente, sobre a efetivação da filiação.
O partido também chama atenção para o endereço “Rua dos Bandidos, nº 666, Bairro Miliciano, Rio de Janeiro/RJ” que foi inserido no cadastro. O relatório considera a informação como outro indício da tentativa de fraude.
Em publicação no X, Renan Santos afirmou que o partido tem como comprovar que a filiação partiu de um terceiro com acesso ao e-mail de Flávio. “Essa história vai ficar feia para os envolvidos”, escreveu.
Ver essa foto no Instagram
É o seguinte: nós temos como COMPROVAR que alguém acessando o e-mail do Flávio apertou o botão de confirmação da filiação e ainda apertou o botão para acessar nosso app de militância.
Essa história vai ficar feia para os envolvidos.
— Renan Santos⬛️🟨⬜️ (@RenanSantosMBL) August 13, 2026
Entre na conversa da comunidade