Duas operações distintas contra o Comando Vermelho acontecem nesta quinta-feira (13). Uma delas é conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Maranhão e busca desarticular lideranças da facção em quatro estados. A outra é realizada pela Polícia Militar do Rio de Janeiro e mobiliza unidades em diferentes regiões fluminenses para conter a expansão territorial da organização criminosa.
Apesar de ocorrerem simultaneamente e terem o Comando Vermelho como alvo, as ações não fazem parte da mesma operação. No primeiro caso, a investigação é conduzida pela Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público maranhense. No Rio, a mobilização é coordenada pela Secretaria de Estado de Polícia Militar.
Duas operações distintas contra o Comando Vermelho acontecem nesta quinta-feira (13). Uma delas é conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Maranhão e busca desarticular lideranças da facção em quatro estados. A outra é realizada pela Polícia Militar do Rio de Janeiro e mobiliza unidades em diferentes regiões fluminenses para conter a expansão territorial da organização criminosa.
Apesar de ocorrerem simultaneamente e terem o Comando Vermelho como alvo, as ações não fazem parte da mesma operação. No primeiro caso, a investigação é conduzida pela Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público maranhense. No Rio, a mobilização é coordenada pela Secretaria de Estado de Polícia Militar.
Na operação conduzida a partir do Maranhão, estão previstos o cumprimento de 21 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão, além do bloqueio judicial de aproximadamente R$ 17 milhões. Até o momento, sete pessoas foram presas: quatro no Maranhão e três no Rio de Janeiro.
Segundo as autoridades, os investigados são integrantes e lideranças do Comando Vermelho suspeitos de envolvimento com tráfico de drogas, domínio territorial, violência e extorsão de prestadores de serviços essenciais, entre eles provedores de internet.
No interior do Maranhão, um provedor de internet apontado como operado pela organização criminosa está sendo interditado. A Justiça também autorizou a apreensão de veículos, bens, documentos e outros materiais considerados relevantes para a investigação.
No Rio de Janeiro, durante o cumprimento das medidas relacionadas à investigação maranhense, três suspeitos foram presos. As equipes também apreenderam armamento e uma caminhonete de luxo blindada.
As diligências seguem em andamento nos quatro estados. As autoridades ainda não divulgaram o balanço definitivo nem informaram todas as unidades da Federação alcançadas pela operação.
Polícia Militar mobiliza 27 batalhões no Rio
Paralelamente, a Polícia Militar do Rio de Janeiro iniciou uma mobilização própria contra a expansão territorial do Comando Vermelho. A ação envolve 27 batalhões de área, os oito Comandos de Policiamento de Área (CPAs) e unidades especializadas subordinadas ao Comando de Operações Especiais (COE).
Segundo a corporação, as operações buscam ampliar a presença policial em áreas consideradas estratégicas, interromper disputas territoriais entre grupos criminosos, combater roubos de veículos e cargas, cumprir mandados de prisão e apreender armas e drogas.
As equipes também atuam na recuperação de veículos roubados ou clonados e na retirada de barricadas instaladas em comunidades, que, segundo a polícia, dificultam a circulação dos moradores.
As ações se espalham pela capital, Baixada Fluminense e Região Metropolitana, alcançando localidades de São Gonçalo, Niterói, Itaboraí, Duque de Caxias, São João de Meriti, Queimados e outros municípios.
Fuzil apreendido na Zona Norte
Um dos principais resultados divulgados até o momento ocorreu nas comunidades do Quitungo e Guaporé, na Zona Norte do Rio. Policiais do 16º BPM (Olaria) apreenderam um fuzil AR-10 durante a operação.
Segundo a Polícia Militar, as equipes foram recebidas a tiros durante o patrulhamento. Após o confronto, os agentes realizaram um cerco e localizaram um homem que estava com a arma.
A ocorrência foi encaminhada para a unidade policial responsável pelo registro. A operação na região também tem como objetivos cumprir mandados de prisão, retirar barricadas e combater roubos de cargas.
Na Grande Tijuca, o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) realiza uma ação no Andaraí voltada principalmente para as disputas territoriais entre grupos criminosos.
De acordo com a Polícia Militar, a atuação busca interromper confrontos, reduzir a capacidade operacional das organizações que atuam na região e ampliar a segurança para os moradores das áreas afetadas.
Cidade de Deus também é alvo
Na Zona Oeste, policiais do 18º BPM (Jacarepaguá) realizam uma operação na Cidade de Deus. A corporação afirma que a região é alvo de disputas territoriais e que a ação também busca reprimir roubos e furtos de veículos.
As equipes fazem patrulhamento e buscas em pontos identificados previamente como possíveis esconderijos de criminosos e locais de armazenamento de materiais ilícitos. Veículos roubados ou clonados também são procurados durante as diligências.
Ainda na Zona Oeste, o 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes) atua nas comunidades do Pombo Sem Asa e Canal, onde, segundo a PM, há registros de confrontos entre grupos que disputam o controle do tráfico de drogas.
A operação busca apreender armas e entorpecentes, recuperar veículos e desobstruir vias públicas.
Operações no Chapadão, Bangu e Baixada
No Complexo do Chapadão, equipes do 41º BPM (Irajá) participam da chamada Operação Barricada Zero. O foco é combater roubos de cargas e veículos, localizar materiais ilícitos e remover obstáculos instalados nas vias.
O 14º BPM (Bangu) também atua em comunidades como Vila Vintém, Batan e localidades próximas. Entre os objetivos informados estão o cumprimento de mandados de prisão, a verificação de denúncias, o combate a cobranças ilegais por serviços e a retirada de barricadas.
Segundo a Polícia Militar, a mobilização integra uma estratégia permanente de combate à expansão territorial de organizações criminosas e de redução da capacidade de grupos envolvidos em confrontos armados.
Entre na conversa da comunidade