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Líbano diz que ataques de Israel deixaram pelo menos 11 mortos

Segundo forças israelenses, ofensiva mirou infraestrutura do Hezbollah no sul do país

Damage by Israeli airstrikes in the centre of Nabatieh on June 26, 2026 in Nabatieh, Lebanon.
Líbano diz que ataques de Israel deixaram pelo menos 11 mortos no sul do país

Pelo menos 11 pessoas morreram em ataques israelenses no sul do Líbano neste sábado (15), informou o Ministério da Saúde libanês, em um dos episódios mais letais desde que o país concordou, há algumas semanas, com uma estrutura de paz mediada pelos Estados Unidos com o vizinho Israel. Os militares israelenses disseram ter atacado, durante a […]

Pelo menos 11 pessoas morreram em ataques israelenses no sul do Líbano neste sábado (15), informou o Ministério da Saúde libanês, em um dos episódios mais letais desde que o país concordou, há algumas semanas, com uma estrutura de paz mediada pelos Estados Unidos com o vizinho Israel.

Os militares israelenses disseram ter atacado, durante a noite, infraestrutura do Hezbollah no que descreveram como uma zona de segurança no sul do Líbano, em resposta a ações contra seus soldados.

O Hezbollah afirmou em comunicado que os ataques serão “respondidos como merecem”.

A estrutura de paz prevê a permanência de tropas israelenses no sul ocupado do Líbano até que o Hezbollah seja desarmado e o Exército libanês assuma o controle da área, condições que o grupo rejeita por considerá-las uma rendição.

A agência oficial de notícias do Líbano (NNA) informou que sete pessoas morreram quando aviões de guerra israelenses atingiram uma casa na vila de Ansar, no sul do país, enquanto outras quatro morreram em um ataque contra a localidade de Deir El Zahrani.

Segundo a NNA, entre os sete mortos em Ansar estavam três crianças e duas mulheres. A agência acrescentou que 19 pessoas ficaram feridas nos ataques.

Pelo menos 4.300 pessoas morreram no Líbano na mais recente escalada das hostilidades desde 2 de março.

A NNA também relatou outros bombardeios em diferentes áreas do sul do Líbano, incluindo uma região estratégica ao norte do rio Litani conhecida como colina Ali al-Taher. Um dos ataques, contra um vale próximo a Ansar, foi o mais profundo em território libanês em dois meses.

Em comunicado publicado na plataforma X, o gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, acusou o Hezbollah de violar o cessar-fogo e atacar soldados israelenses, deixando três feridos. O gabinete pareceu reconhecer que civis foram atingidos, mas acusou o Hezbollah de usar escudos humanos.

“As Forças de Defesa de Israel (FDI) responderam atacando o quartel-general terrorista do Hezbollah que ordenou o ataque”, afirmou o comunicado. “Somente depois as FDI souberam que o Hezbollah colocou deliberadamente civis nesse complexo militar.”

Os militares israelenses disseram ter matado Ali Samir Al-Haj Hassan, comandante da unidade de elite Radwan do Hezbollah, além de outras pessoas, ao atingir “um quartel-general central da unidade Radwan” em Ansar.

“No momento do ataque, familiares de Hassan também estavam presentes com ele dentro do quartel-general militar e, segundo os relatos, foram atingidos”, afirmou o Exército israelense, ressaltando que a família não era o alvo da operação.

“MENSAGEM CLARA”

“Os mártires do ataque israelense à vila de Ansar não são ‘infraestrutura militar’, e as mulheres e crianças mortas nele não são alvos militares”, escreveu o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, na plataforma X.

Os militares israelenses ocuparam uma faixa do sul do Líbano durante a guerra contra o Hezbollah no início deste ano, desencadeada após o grupo abrir fogo contra Israel dois dias depois do início da guerra com o Irã. Israel afirma que manterá suas forças na região para proteger o norte do país contra novos ataques.

Durante uma visita ao sul do Líbano na quinta-feira, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, disse que Israel não se retirará das áreas sob seu controle até que o Hezbollah seja desarmado.

Um funcionário do Departamento de Estado dos EUA afirmou que uma presença militar israelense permanente na região não está de acordo com os compromissos estabelecidos no acordo.

O presidente libanês, Joseph Aoun, afirmou em publicação no X que os ataques constituem uma “mensagem clara” direcionada às negociações e aos esforços dos Estados Unidos para implementar o acordo.

Doron Spielman, porta-voz internacional do gabinete do primeiro-ministro israelense, disse à Reuters que os ataques deste sábado devem “endurecer” as negociações.

“Acho que isso deve tornar as negociações mais sérias e mais concretas, porque destaca o motivo pelo qual entramos nessas negociações em primeiro lugar”, afirmou.

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