Uma eventual decisão do Brasil de adotar medidas de reciprocidade contra os Estados Unidos pode ficar para o próximo governo, afirmou nesta quarta-feira (19) o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Rosa.
Uma eventual decisão do Brasil de adotar medidas de reciprocidade contra os Estados Unidos pode ficar para o próximo governo, afirmou nesta quarta-feira (19) o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Rosa.
Em entrevista a jornalistas, Rosa disse que o protocolo para aplicação da reciprocidade segue um rito que dificilmente seria concluído antes de dezembro. Segundo ele, o governo ainda realiza consultas internas em diferentes ministérios para avaliar o impacto das tarifas aplicadas pelos EUA a produtos brasileiros.
“Acho que não terá tempo para terminar antes de dezembro nenhum processo de reciprocidade, mas a minha expectativa é que a gente consiga negociar e resolver, ou pelo menos aplacar minimamente as questões dos Estados Unidos, antes do final do ano”, afirmou.
Os Estados Unidos impuseram, a partir de julho, mais tarifas sobre parte das exportações brasileiras. As alíquotas chegam a 37,5% para alguns produtos, sob alegação de práticas comerciais injustas, fragilidades na legislação de combate ao trabalho forçado e outras questões.
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Em agosto, o governo brasileiro informou que iniciou o processo de reciprocidade em relação às tarifas, que atingem cerca de 2 mil produtos brasileiros vendidos ao mercado americano.
Mais cedo, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou esperar que o governo consiga avançar no diálogo com os Estados Unidos após as eleições presidenciais de outubro.
Rosa, no entanto, disse que as negociações tarifárias não estão atreladas ao calendário eleitoral, ao menos do lado brasileiro.
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