A aprendizagem dos estudantes brasileiros avançou nas últimas duas décadas, mas a Matemática no Ensino Médio permanece como um dos principais gargalos da Educação Básica. O dado faz parte de um estudo divulgado nesta quinta-feira (20) pela organização Todos Pela Educação, com base nos resultados recém-divulgados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).
Em 2025, apenas 8,5% dos alunos da rede pública alcançaram o nível considerado adequado na disciplina, enquanto 58,6% terminaram a etapa abaixo do básico, mostrou a pesquisa.
Na prática, os números mostram que menos de um em cada dez estudantes conclui o Ensino Médio com aprendizagem adequada em Matemática, enquanto quase seis em cada dez apresentam níveis muito baixos de conhecimento.
A aprendizagem dos estudantes brasileiros avançou nas últimas duas décadas, mas a Matemática no Ensino Médio permanece como um dos principais gargalos da Educação Básica. O dado faz parte de um estudo divulgado nesta quinta-feira (20) pela organização Todos Pela Educação, com base nos resultados recém-divulgados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).
Em 2025, apenas 8,5% dos alunos da rede pública alcançaram o nível considerado adequado na disciplina, enquanto 58,6% terminaram a etapa abaixo do básico, mostrou a pesquisa.
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Na prática, os números mostram que menos de um em cada dez estudantes conclui o Ensino Médio com aprendizagem adequada em Matemática, enquanto quase seis em cada dez apresentam níveis muito baixos de conhecimento.
👨🎓Estudantes classificados abaixo do básico são aqueles que tiveram desempenho no Saeb inferior ao mínimo esperado para a etapa escolar, indicando domínio muito limitado das habilidades avaliadas.
Os cortes usados no estudo são:
5º ano: abaixo de 150 pontos em Português e de 175 em Matemática;
9º ano: abaixo de 200 em Português e de 225 em Matemática;
Ensino Médio: abaixo de 250 em Português e de 275 em Matemática.👨🎓
Matemática pouco avançou em duas décadas
O contraste fica ainda mais evidente quando os resultados de 2025 são comparados aos de 2005. Em Língua Portuguesa, a proporção de estudantes do Ensino Médio com aprendizagem adequada mais que dobrou ao longo das duas décadas, chegando a 35,2%. Em Matemática, porém, o indicador ficou praticamente estagnado
O mesmo ocorre entre os estudantes classificados abaixo do básico. Em Matemática, o percentual passou de 62,1% em 2005 para 58,6% em 2025, uma redução de apenas 3,5 pontos percentuais em 20 anos. Em Português, a queda no mesmo período foi de aproximadamente 19 pontos percentuais.

A pesquisa observa ainda que os resultados mais recentes mostram alguma recuperação depois das perdas provocadas pela pandemia. O percentual de estudantes com aprendizagem adequada em Matemática chegou a 8,5% em 2025, acima dos 6,9% registrados em 2019. O problema aparece com mais força na outra ponta: os 58,6% abaixo do básico ainda estão acima dos 51,7% observados antes da pandemia.
Português também está distante do cenário ideal
Em Língua Portuguesa, a situação é melhor, mas ainda distante das metas previstas para os próximos anos. Em 2025, 35,2% dos estudantes do Ensino Médio apresentaram aprendizagem adequada, enquanto 31,2% ficaram abaixo do básico.
O estudo ressalta ainda que a comparação histórica precisa considerar uma mudança importante no perfil dos estudantes que chegam ao fim do Ensino Médio. Em 2005, cerca de quatro em cada dez jovens concluíam a etapa até os 19 anos. Em 2025, essa proporção havia aumentado para aproximadamente sete em cada dez. Com isso, o sistema passou a formar uma parcela maior e mais diversa da população jovem.
Para o Todos Pela Educação, essa ampliação ajuda a contextualizar a trajetória dos indicadores, mas não reduz a gravidade do problema. O desafio é aumentar simultaneamente o número de jovens que terminam o Ensino Médio e o nível de conhecimento adquirido ao longo da Educação Básica.
País está distante da meta para 2036
O novo Plano Nacional de Educação do Governo Federal prevê que, até 2036, ao menos 80% dos estudantes do Ensino Médio estejam no nível adequado de aprendizagem e estabelece como horizonte a eliminação do grupo de alunos classificados abaixo do básico.
Diante dos resultados atuais, o estudo conclui que o Brasil precisará acelerar significativamente o ritmo de avanço na aprendizagem. Entre as prioridades apontadas estão políticas de recomposição das aprendizagens, atenção especial à Matemática e estratégias voltadas à redução das desigualdades entre redes e territórios.
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