O número de brasileiras bilionárias caiu para 50 em 2026, em comparação com as 60 de 2025, de acordo com a Lista Forbes Bilionários Brasileiros divulgada nesta sexta-feira (28). Juntas, essas mulheres somam patrimônio de R$ 329,17 bilhões. Vicky Sarfati Safra, viúva do banqueiro Joseph Safra, segue à frente do grupo feminino, com patrimônio de […]
O número de brasileiras bilionárias caiu para 50 em 2026, em comparação com as 60 de 2025, de acordo com a Lista Forbes Bilionários Brasileiros divulgada nesta sexta-feira (28). Juntas, essas mulheres somam patrimônio de R$ 329,17 bilhões.
Vicky Sarfati Safra, viúva do banqueiro Joseph Safra, segue à frente do grupo feminino, com patrimônio de R$ 130,6 bilhões somado ao dos filhos. Ela é a segunda pessoa mais rica do Brasil na lista geral de bilionários, atrás apenas de Eduardo Saverin, cofundador do Facebook.
Entre as dez mais ricas, apenas Luana Lopes Lara, da Kalshi, e Cristina Junqueira, do Nubank, construíram a própria fortuna, em vez de herdá-la. Luana, estreante na lista aos 30 anos, está entre as bilionárias mais jovens do mundo a erguer o próprio patrimônio dessa forma.
A outra novata é Regina Helena Scripilliti Velloso, herdeira do grupo Votorantim, com R$ 5,4 bilhões.
1. Vicky Sarfati Safra e família
Aos 74 anos, Vicky lidera a lista à frente do Banco Safra, com patrimônio de R$ 130,6 bilhões. Ela herdou cerca de metade da fortuna de Joseph Safra, que morreu em dezembro de 2020 e foi considerado por anos o banqueiro mais rico do mundo. Os demais herdeiros são os filhos Jacob, Esther, Alberto e David. No início de 2025, Jacob e David compraram a participação de Esther no banco, enquanto Alberto já havia deixado o grupo em 2019 para fundar a gestora ASA.
Nascida na Grécia, Vicky se mudou ainda criança para o Brasil. Hoje lidera a Vicky and Joseph Safra Philanthropic Foundation, fundação que apoia projetos de saúde, educação e artes.
2. Luana Lopes Lara

Luana Lopes Lara é uma das bilionárias self made mais jovens do mundo (Crédito: Reprodução/LinkedIn)
Luana ocupa a segunda posição da lista, com patrimônio de R$ 13,4 bilhões construído à frente da Kalshi, plataforma de apostas em eventos futuros sediada nos Estados Unidos. Aos 30 anos, ela é uma das bilionárias self-made mais jovens do mundo.
Formada em engenharia pelo MIT, Luana já atuou como bailarina clássica antes de migrar para o mercado financeiro.
3. Ana Lúcia de Mattos Barretto Villela
Aos 52 anos, Ana Lúcia soma patrimônio de R$ 11,9 bilhões ligado à Itaúsa e é a única mulher no conselho de administração do Itaú Unibanco. Ela e o irmão Alfredo foram criados pela tia Milú Villela depois que os pais morreram em um acidente aéreo em 1982, quando ela tinha oito anos e o irmão, 12.
Formada em pedagogia pela PUC-SP, onde foi aluna de Paulo Freire, Ana Lúcia preside o Instituto Alana, organização sem fins lucrativos que os dois irmãos criaram em 1994 para apoiar o desenvolvimento infantil em áreas vulneráveis. Desde 2022 integra o conselho consultivo do Stanford Down Syndrome Research Center e criou o Alana Down Syndrome Center, ambos ligados a universidades americanas.
4. Mariana Voigt Schwartz Gomes
Mariana, de 40 anos, soma R$ 8,3 bilhões ligados à WEG. Ela e o irmão Eduardo Voigt Schwartz, também bilionário, receberam parte da participação que a mãe, Miriam Voigt Schwartz, detinha no capital da fabricante catarinense.
5. Cristina Helena Junqueira

Cristina Junqueira, cofundadora do Nubank (Crédito: Reprodução/LinkedIn)
Cristina soma R$ 8,1 bilhões como cofundadora do Nubank e entrou para a lista após a abertura de capital da fintech na Bolsa de Nova York, em dezembro de 2021. Ela detém cerca de 2,9% das ações da instituição.
Tornou-se a primeira mulher a se tornar bilionária a partir de uma fintech brasileira e, aos 42 anos, é uma das poucas na lista nacional que construíram a própria fortuna, sem herança.
6. Neide Helena de Moraes
Aos 70 anos, Neide soma patrimônio de R$ 7,2 bilhões ligado à Votorantim. Filha de José Ermírio de Moraes Filho, morto em 2001, e sobrinha de Antônio Ermírio de Moraes, que consolidou o grupo e morreu em 2014, ela é acionista relevante da companhia, mas não atua na gestão do negócio.
A Votorantim é o quinto maior grupo industrial diversificado da América Latina, com operações em mais de 20 países. Incluindo controladas e coligadas, o faturamento do grupo somou R$ 103,8 bilhões em 2025, alta de 16,4% ante 2024.
7. Dora Voigt de Assis e Lívia Voigt
Empatadas na sétima posição com patrimônio de R$ 6,7 bilhões cada, Dora, de 28 anos, e Lívia, de 22, herdaram parte das ações da WEG da mãe, Valsi Voigt. As duas são netas de Werner Ricardo Voigt, um dos fundadores do grupo catarinense de motores, e estão entre as bilionárias mais jovens da lista.
7. Vera Rechulski Santo Domingo
Também na sétima posição, empatada com R$ 6,7 bilhões, Vera, de 77 anos, é viúva de Julio Mario Santo Domingo Jr. que morreu em 2009, filho do fundador do grupo cervejeiro colombiano Julio Mario Santo Domingo. Ela controla cerca de 11% da holding da família, sediada em Luxemburgo, por meio da qual detém ações da AB InBev.
Seus dois filhos, Tatiana Casiraghi e Julio Mario Santo Domingo III, têm participação de 5% cada um. Tatiana é casada com o príncipe Andrea Casiraghi, filho da princesa Caroline de Mônaco. A família Santo Domingo também tem participação na vinícola francesa Château Pétrus.
10. Márcia Pascoal Marçal dos Santos
Na décima posição, Márcia, de 53 anos, soma R$ 5,9 bilhões como sócia e esposa do empresário Marcos Molina, com quem divide as ações da MMS, holding controladora da Marfrig, empresa na qual ela também detém participação direta.
Márcia passou a integrar separadamente o grupo de bilionários depois da valorização da Marfrig no mercado a partir de 2020. Até então, era listada apenas ao lado de Molina.
Como a Forbes calcula o ranking
A Lista Forbes Bilionários Brasileiros considera principalmente participações em empresas de capital aberto, com base na cotação de fechamento de 30 de junho de 2026.
Por se apoiar em dados públicos e auditados, o levantamento pode subestimar patrimônios, já que geralmente não inclui imóveis, obras de arte, aviões e embarcações, exceto quando o bilionário fornece essas informações voluntariamente.
A metodologia também pode consolidar ou separar o patrimônio de irmãos e outros familiares, dependendo do caso.
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