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EUA notificam Brasil por incidente envolvendo avião e helicóptero de Trump

Marine One passou perto de avião da Embraer durante decolagem; Brasil foi informado por ser o país da fabricante

O incidente ocorreu em 4 de agosto, por volta das 14h34 (horário local), quando o Marine One e o voo 3742 da Envoy Air ficaram muitos próximos no ar | Foto: Gary Blakeley/Fotolia
O incidente ocorreu em 4 de agosto, por volta das 14h34 (horário local), quando o Marine One e o voo 3742 da Envoy Air ficaram muitos próximos no ar | Foto: Gary Blakeley/Fotolia

Os Estados Unidos notificaram o Brasil sobre a investigação de um incidente envolvendo o helicóptero presidencial Marine One e um avião comercial que ocorreu em agosto, próximo ao Aeroporto Nacional Ronald Reagan, em Washington, D.C. O comunicado foi feito porque a aeronave envolvida é da fabricante brasileira Embraer.

Segundo o relatório preliminar do Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB), o incidente ocorreu em 4 de agosto, por volta das 14h34 (horário local), quando o Marine One e o voo 3742 da Envoy Air, operado com um Embraer E-170, tiveram uma perda de separação a cerca de 3,2 quilômetros ao norte do aeroporto.

Os Estados Unidos notificaram o Brasil sobre a investigação de um incidente envolvendo o helicóptero presidencial Marine One e um avião comercial que ocorreu em agosto, próximo ao Aeroporto Nacional Ronald Reagan, em Washington, D.C. O comunicado foi feito porque a aeronave envolvida é da fabricante brasileira Embraer.

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Segundo o relatório preliminar do Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB), o incidente ocorreu em 4 de agosto, por volta das 14h34 (horário local), quando o Marine One e o voo 3742 da Envoy Air, operado com um Embraer E-170, tiveram uma perda de separação a cerca de 3,2 quilômetros ao norte do aeroporto.

✈️Perda de separação na aviação é quando duas aeronaves ficam mais próximas do que a distância mínima de segurança estabelecida pelas regras do controle de tráfego aéreo✈️

Não houve feridos entre passageiros ou tripulantes das duas aeronaves. Após o episódio, o helicóptero presidencial concluiu seu voo local sem incidentes, enquanto o avião seguiu normalmente para o Aeroporto Internacional de Pensacola, na Flórida.

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O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão brasileiro responsável pelas investigações aeronáuticas, foi notificado pelo NTSB em conformidade com os protocolos da Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO).

Aeronaves ficaram a menos de 1,5 km de distância

Uma estimativa preliminar da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) apontou que as aeronaves chegaram a aproximadamente 1,52 km de distância lateral e cerca de 213 metros de distância vertical.

O NTSB ressalva que ainda analisa diferentes fontes de dados de vigilância para calcular e confirmar a distância mínima entre as aeronaves.

Apesar da proximidade, a separação registrada atendia, preliminarmente, ao mínimo exigido pelas regras de controle de tráfego aéreo dos EUA para aquele tipo de operação.

Falha na comunicação antecedeu incidente

O relatório aponta que um dos principais pontos investigados é a comunicação entre o Marine One e a torre de controle do aeroporto.

O helicóptero deveria entrar em contato com a torre três minutos antes da decolagem, conforme um acordo operacional entre o esquadrão responsável pelo transporte presidencial e as instalações de controle de tráfego aéreo da região de Washington.

No entanto, as primeiras tentativas de contato não foram recebidas. Uma segunda transmissão foi registrada como interrompida e completamente ilegível. Segundo a FAA, não havia histórico conhecido de problemas na frequência utilizada naquele dia.

Uma análise técnica realizada após o incidente identificou que não havia linha de visada adequada entre os equipamentos de rádio e o local de onde o Marine One estava operando, no Ellipse Park, em razão de obras na Casa Branca. Como consequência, a FAA transferiu os rádios utilizados na frequência para o topo da torre de controle do aeroporto.

 Avião recebeu alerta do sistema anticolisão

Os pilotos do voo 3742 relataram que, após a decolagem da pista 1, o sistema de alerta de tráfego e prevenção de colisões (TCAS) emitiu um aviso sonoro de tráfego.

Segundo os tripulantes, o alvo permaneceu à direita e abaixo da aeronave durante o episódio. Eles visualizaram no sistema uma separação vertical de aproximadamente 182 metros quando o tráfego passou atrás da asa direita.

O comandante afirmou ainda que o TCAS não chegou a emitir um aviso que orientaria os pilotos a realizar uma manobra específica para evitar uma colisão.

De acordo com o relatório, o voo comercial recebeu autorização para decolar porque a torre não havia recebido a comunicação obrigatória de três minutos antes da partida do helicóptero. As duas aeronaves chegaram a estabelecer comunicação quando o Marine One atingiu altitude suficiente para permitir uma linha de visada adequada com a torre.

A investigação do NTSB continua no país.

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