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Mario Frias e produtora de “Dark Horse” são alvos de operação da PF

Operação Make Up cumpre 49 mandados de busca e apreensão e investiga suposto desvio de recursos de emendas para filme

Deputado Mario Frias é um dos alvos de busca e apreensão | Foto: Reprodução / Instagram
Deputado Mario Frias é um dos alvos de busca e apreensão | Foto: Reprodução / Instagram

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (10) uma operação para apurar o suposto desvio de recursos de emendas parlamentares para a produção do filme “Dark Horse”, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. O deputado federal Mario Frias (PL-SP), um dos líderes do projeto da cinebiografia, é um dos alvos de busca e apreensão.

A apuração começou a partir de informações da Controladoria-Geral da União (CGU) sobre recursos destinados ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido pela empresária Karina Gama. A entidade recebeu R$ 2 milhões em duas emendas parlamentares apresentadas por Mário Frias.

As verbas financiaram os projetos “Lutando Pela Vida” e “Jovens Empreendedores”. Auditorias apontaram suspeitas envolvendo a execução dos serviços, a seleção de fornecedores e documentos apresentados para justificar os gastos.

+Mendonça homologa delação de empresário que fez pagamentos para “Dark Horse”

A Polícia Federal também identificou movimentações financeiras consideradas atípicas entre empresas e pessoas ligadas ao núcleo investigado. Entre elas, a Go Up Entertainment, produtora fundada por Karina Gama e responsável por “Dark Horse”, que recebeu R$ 645,4 mil de Mário Frias entre novembro e dezembro de 2025, valor que, segundo a Polícia Federal, é “incompatível” com a renda do deputado.

“Essa circunstância faz com que ele transcenda a condição de mero autor de emendas parlamentares posteriormente desviadas por terceiros, e coloca o parlamentar como participante ativo da engrenagem financeira sob investigação”, afirma a Polícia Federal

Na decisão em que autoriza a operação, o ministro Flávio Dino ainda determinou que uma investigação da Polícia Civil de São Paulo sobre um contrato de Wi-Fi do ICB com a Prefeitura da capital paulista seja levada ao STF, por considerar que há indícios de conexão entre os fatos. A decisão do ministro aponta que as investigações envolvem as mesmas pessoas, mesmas empresas e mesmos caminhos do dinheiro.

A decisão também suspendeu as atividades econômicas e financeiras do ICB e da Academia Nacional de Cultura (ANC), entidade também presidida por Karina Gama, e proibiu outras 22 empresas citadas no processo de contratar com o Poder Público.

Os crimes investigados incluem, em tese, peculato, fraude em licitação, falsificação de documentos, lavagem de dinheiro e organização criminosa. As medidas são cautelares e não representam uma declaração de culpa dos investigados.

O Portal Tela entrou em contato com a defesa do deputado Mario Frias, que não respondeu. O espaço permanece aberto.

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