Os empregados da Caixa Econômica Federal entraram em greve por tempo indeterminado nesta quinta-feira (10), após a categoria rejeitar a proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Entre os principais pontos de divergência está o modelo de custeio do Saúde Caixa, plano de assistência médica dos funcionários, aposentados e pensionistas.
A paralisação ocorre na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e deverá ser mantida até que novas assembleias da categoria deliberem sobre os rumos do movimento.
A decisão pela greve ocorreu após a rejeição da proposta apresentada pela Caixa em assembleia realizada em 4 de agosto. Segundo a representação dos empregados, além das questões relacionadas ao Saúde Caixa, a categoria possui uma extensa lista de reivindicações apresentada ao banco desde junho.
Caixa apresenta nova proposta nesta quinta
As negociações entre a Caixa e a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) foram retomadas na manhã desta quinta-feira (10), em São Paulo. Durante a reunião, o banco apresentou uma nova proposta, considerada final.
A proposta é válida até esta sexta-feira (11) e mantém cláusulas negociadas durante a campanha salarial, além de apresentar mudanças no Saúde Caixa.
Entre as medidas está o aumento da participação da Caixa no custeio do plano, de 6,5% para 8%, a partir de janeiro de 2027. O banco também propôs R$ 236 milhões em ações de prevenção à saúde e a criação de grupos de trabalho para discutir melhorias e novas fontes de financiamento para o plano.
O acordo apresentado pela Caixa também prevê um prêmio de R$ 3 mil por empregado, condicionado ao cumprimento do Índice de Eficiência Operacional (IEO) em 2026.
O pagamento do salário reajustado, da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), do Super CAIXA e do prêmio está previsto para 18 de setembro.
Proposta pode ser retirada nesta sexta
A Caixa informou que a nova proposta tem validade somente até sexta-feira (11). Caso não seja aprovada pelos empregados dentro do prazo, o banco poderá retirar os termos apresentados e ingressar com dissídio coletivo.
Nesse caso, a definição das questões que ainda estão em negociação poderá ser levada à Justiça do Trabalho.
Entre na conversa da comunidade