Subiu para cinco o número de mortos no desabamento de um prédio em construção na Penha, zona leste de São Paulo. Segundo atualização do Corpo de Bombeiros neste domingo (13), sete das oito vítimas estimadas já foram localizadas. Duas pessoas foram resgatadas com vida e uma menina de aproximadamente sete anos continua desaparecida.
Entre os mortos estão três mulheres e dois homens. Os sobreviventes são uma criança de cinco anos e um homem adulto. As equipes continuam as buscas nos escombros com retirada cuidadosa dos materiais para evitar novos desabamentos e preservar possíveis bolsões de ar.
+Saiba mais sobre o desabamento do prédio
O prédio de 12 andares desabou sobre uma residência vizinha na Rua Tequici, na madrugada de sábado (12). Neste domingo, um dos sócios da construtora New Home, responsável pelo empreendimento, foi preso temporariamente pela Polícia Civil. Ele foi levado ao 24º Distrito Policial. Outros dois mandados de prisão temporária contra representantes da empresa ainda estão sendo cumpridos.
No local, trabalham 70 bombeiros, 22 viaturas e um cão de busca e salvamento. As equipes também utilizam maquinário para movimentar estruturas maiores, mas evitam equipamentos pesados nos pontos onde pode haver vítimas, devido ao risco de deslocamento dos escombros.
Prefeitura investiga fiscalização da obra
O prefeito Ricardo Nunes determinou a abertura de uma investigação na Controladoria-Geral do Município para apurar a fiscalização do empreendimento.
Segundo a Prefeitura, a construção começou em 2019 sem alvará e foi alvo de interdições e multas. Em 2021, uma das penalidades chegou a R$ 119 mil, e o município também recorreu à Justiça para interromper os trabalhos.
Um novo projeto foi apresentado posteriormente, e a liberação da obra ficou condicionada à demolição da estrutura anterior. Em fevereiro de 2024, uma vistoria da Subprefeitura da Penha registrou que essa demolição havia sido realizada. Após o desabamento, porém, relatos de moradores e imagens analisadas pela Prefeitura levantaram a suspeita de que a estrutura antiga não teria sido completamente removida.
A Controladoria vai apurar as circunstâncias da vistoria e as informações registradas no documento. A Polícia Civil também investiga as responsabilidades pelo desabamento.
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