Era para ser um debate, mas virou sabatina. Dos três candidatos à Presidência da República que tinham confirmado presença no encontro da MathiasTV nesta segunda-feira (14), apenas Renan Santos (Missão) compareceu. Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) cancelaram a presença.
Os demais candidatos que foram convidados, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Augusto Cury (Avante), optaram por não participar.
A campanha de Romeu Zema informou que “devido ao não comparecimento de quase todos os candidatos, o debate da MathiasTV foi cancelado”.
A assessoria de Ronaldo Caiado apenas informou o cancelamento da participação dele, sem detalhar os motivos. Caiado teve alta hospitalar no domingo (13), após ficar internado por três dias para tratamento de uma pneumonia. Segundo sua assessoria, ele terá compromissos de campanha em Aparecida de Goiânia nesta terça-feira (15).
O dono da MathiasTV, Paulo Mathias, disse que decidiu manter o evento porque está faltando discussão na eleição deste ano.
“Não se pode ter uma eleição da maneira como nós estamos tendo hoje: uma eleição em que não é discutida, em que candidatos não tem agenda”, afirmou.
O debate na MathiasTV foi marcado após o cancelamento do debate de um pool de 11 veículos de comunicação que seria transmitido pelo SBT nesta segunda-feira.
“Nessa briga, eu estou mais André Mendonça do que Alexandre de Moraes”
A sabatina com o candidato Renan Santos começou pouco depois das 20h e durou mais de uma hora. Ele mais uma vez fez críticas ao Supremo Tribunal Federal. Questionado sobre a atuação de André Mendonça no inquérito que investiga a relação entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, ele manifestou apoio a Mendonça.
“Nessa briga, eu estou mais André Mendonça do que Alexandre de Moraes”, disse.
Na avaliação dele, se o vencedor da eleição for o presidente Lula (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL), a crise no STF vai continuar.
“Em ambos os casos essa crise não se resolve. Ela aumenta e muda de forma. Com o Lula a gente vai ver uma venezuelização da Suprema Corte e uma instrumentalização”, afirmou. “Da parte do Flávio, vai virar uma espécie de vale tudo do centrão. A indústria da emenda vai continuar e a indústria da impunidade vai continuar”, acrescentou.
Renan Santos também criticou o relacionamento da família Bolsonaro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “A relação que ele tem com o Brasil é uma relação instrumental, de uma família de vassalos que é a família Bolsonaro, que atua com ele”, declarou.
Renan Santos também criticou a ausência de seus adversários em debates. “Acho isso vexatório. É bizarro. É uma não campanha”.
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