As chuvas registradas nas duas primeiras semanas de setembro elevaram o nível dos principais reservatórios que abastecem a Região Metropolitana de São Paulo. No Sistema Cantareira, o volume útil passou de 34,88% há um mês para 39,85% nesta quinta-feira (17).
Apesar da recuperação, o principal manancial de abastecimento da Grande São Paulo ainda opera na Faixa de Alerta, com volume útil abaixo de 40%.
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“As chuvas de setembro trouxeram uma resposta importante para os sistemas produtores, com aumento das vazões naturais e dos volumes armazenados. É um cenário positivo, mas que precisa ser acompanhado com cautela”, afirmou Natália Resende, secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de São Paulo (Semil).
Cantareira tem 2° maior volume de chuva da série
No Sistema Cantareira, o acumulado de chuva nas duas primeiras semanas de setembro chegou a 253,1 milímetros, o equivalente a 321% da média climatológica para o mês.
Segundo o governo paulista, esse é o segundo maior volume de chuva registrado para setembro em toda a série histórica do sistema, atrás apenas de 1983.
O Sistema Alto Tietê também apresentou aumento no volume útil após as chuvas, está em 52,12%. Os demais sistemas que integram o abastecimento da Região Metropolitana apresentam volumes elevados.
Em 15 de setembro, os reservatórios estavam com os seguintes níveis de volume útil:
Guarapiranga: 91,9%;
Cotia: 76,13%;
Rio Grande: 91,04%;
Rio Claro: 52,82%;
São Lourenço: 96,54%.
Os sistemas também registraram volumes expressivos de chuva em setembro. Foram 286,8 mm no Guarapiranga, 295,6 mm em Cotia, 306,8 mm no Rio Grande, 324,4 mm no Rio Claro e 324 mm no São Lourenço.
De acordo com o governo paulista, todos os volumes ficaram acima das respectivas médias históricas para o mês.
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