O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (17) que vai defender a soberania brasileira e criticar a falta de representatividade e liderança internacional durante seu discurso na abertura da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, na próxima semana.
Em entrevista à Rádio Itatiaia, Lula antecipou que pretende abordar temas como a economia mundial, as guerras e a composição do Conselho de Segurança da ONU. Segundo o presidente, ele também vai tratar da falta de liderança das grandes potências para a tomada de decisões e a resolução de conflitos.
“É um discurso que fala do mundo. Da economia do mundo. Da pouca representatividade do Conselho de Segurança da ONU. Vai falar das guerras. Da falta de liderança para tomar decisões”, afirmou Lula.
O presidente também disse que o Brasil não pretende se submeter a pressões externas e afirmou que a soberania do país será um dos pontos defendidos no discurso. “O Brasil não se curvará à arrogância. O Brasil vai fazer aquilo que é de interesse do povo brasileiro. A nossa soberania é intocável”, reforçou.
Na entrevista, Lula ainda falou sobre a relação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo ele, a relação pessoal entre os dois é positiva, mas há divergências com integrantes do governo norte-americano. Lula citou o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e afirmou que algumas medidas adotadas pelo governo americano contrariam entendimentos tratados diretamente com Trump.
“Toda a relação minha com o Trump é boa. Eu trato ele bem, ele me trata bem. O problema é que quando terminamos a reunião, aparece alguém que indica que não está tudo bem. Eu acho que é o secretário de Estado, o Marco Rubio. Parece que ele não gosta da América Latina. Está sempre fazendo as coisas contrárias àquilo que o Trump acerta”, afirmou Lula.
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