Os policiais militares envolvidos na morte de Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, foram afastados das atividades operacionais, informou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo nesta segunda-feira (12). O jovem morreu após ser baleado durante uma abordagem na madrugada de sábado (10), em Moema, na Zona Sul da capital.
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Segundo o boletim de ocorrência, quatro policiais efetuaram 45 disparos, dos quais 27 atingiram Gustavo. Um soldado fez 14 tiros, outro 13, um sargento seis e um terceiro soldado 12. Os agentes teriam sido chamados ao local pois Gustavo estaria ameaçando atentar contra a própria vida.
De acordo com a dinâmica preliminar registrada, Gustavo segurava um celular que teria sido confundido com uma arma. A família contesta a versão apresentada pelos policiais e cobra esclarecimentos sobre as circunstâncias da morte.
A Polícia Militar instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar a conduta dos agentes. O caso também é investigado pela Polícia Civil, por meio do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).
As armas dos policiais e o celular de Gustavo foram apreendidos para perícia. As imagens das câmeras corporais usadas pelos agentes também foram solicitadas para análise.
Em nota, a SSP afirmou que todos os procedimentos adotados durante e após a ocorrência serão investigados e que eventuais irregularidades serão punidas.
O velório de Gustavo começou às 9h desta segunda-feira, no Cemitério Congonhas, em Santo Amaro. O sepultamento está previsto para as 13h30.

Informações do velório e sepultamento de Gustavo | Foto: Reprodução
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