A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (15) seis investigados que eram alvo de mandados de prisão preventiva na oitava fase da Operação Unha e Carne, no Rio de Janeiro. Entre eles estão o deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil) e o delegado e ex-secretário estadual da Polícia Civil Marcus Amim.
A ação investiga uma organização criminosa armada suspeita de usar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio como estrutura de lavagem de dinheiro. De acordo com relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o esquema movimentou mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos.
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Além das seis prisões, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, Niterói, Angra dos Reis, Petrópolis, Armação dos Búzios, Nova Iguaçu e São Gonçalo.
Márcio Canella foi o segundo deputado estadual mais votado no Rio de Janeiro. Ele recebeu 197.178 votos e já havia sido preso em julho, por portar ilegalmente um fuzil quando era alvo de mandado de busca e apreensão na mesma Operação Unha e Carne. Ele foi solto ainda no mesmo mês.
Canella foi eleito em 2024 como prefeito de Belford Roxo. Ele renunciou ao cargo no começo de 2026 e tinha como objetivo inicial concorrer a uma vaga ao Senado, mas optou por se candidatar a deputado estadual, função que já tinha ocupado por dois mandatos.
A Corregedoria da Polícia Civil acompanhou o cumprimento das ordens contra policiais civis investigados. Além de Amim, o inspetor Christiano Gaspar Fernandes também foi preso.
A instituição disse “não compactuar com qualquer desvio de conduta” e afirmou “adotar, de forma rigorosa, as medidas administrativas e disciplinares cabíveis diante de indícios de irregularidades”.
A Justiça também determinou o sequestro de bens e valores e a suspensão das atividades de 112 empresas ligadas à suposta rede de lavagem. Desse total, 96 são postos de combustíveis que, segundo a investigação, eram usados para ocultar e dar aparência legal a recursos de origem criminosa.
De acordo com relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o esquema movimentou mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos.
O Portal Tela entrou em contato com a equipe do deputado estadual Marcio Canella. Até o momento, não houve retorno. O espaço segue aberto.
Os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um, por organização criminosa armada, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel, além de outros crimes que possam ser identificados no curso da investigação.
A operação integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, coordenada pela Polícia Federal para combater organizações criminosas no estado do Rio de Janeiro.
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