A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no trimestre encerrado em setembro de 2026, o menor índice para o período desde o início da série histórica, em 2012.
Na comparação com o trimestre anterior, de abril a junho, quando a taxa era de 5,4%, houve uma redução de 0,2 ponto percentual. Já o número de desocupados caiu 4%, passando de 5,9 milhões para 5,6 milhões de pessoas, uma redução de aproximadamente 234 mil.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.
A população ocupada chegou a 103,6 milhões de pessoas, o maior contingente da série histórica. O número representa uma alta de 0,6% em relação ao trimestre anterior, com mais 581 mil pessoas trabalhando. Na comparação anual, o crescimento foi de 1,2%, equivalente a 1,2 milhão de trabalhadores.
Entre as atividades econômicas pesquisadas, a construção civil se destacou com um aumento de 2,8% no número de trabalhadores no trimestre, o equivalente a mais 210 mil pessoas ocupadas.

Emprego no setor público atinge recorde
O número de empregados no setor público também atingiu o maior patamar da série histórica, chegando a 13,2 milhões de trabalhadores. O contingente ficou estável em relação ao trimestre anterior, mas cresceu 2,5% na comparação anual, com acréscimo de 317 mil pessoas.
No setor privado, o número de empregados com carteira assinada, excluindo trabalhadores domésticos, chegou a 39,4 milhões, mantendo-se estável tanto na comparação trimestral quanto na anual.
A estabilidade também foi registrada entre os empregados do setor privado sem carteira assinada (13,7 milhões), os trabalhadores por conta própria (26,1 milhões) e os trabalhadores domésticos (5,4 milhões).
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