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Caso Porsche: Fernando Sastre é condenado a 17 anos de prisão

Réu foi condenado pelos crimes de homicídio e lesão corporal com dolo eventual pela morte de motorista de aplicativo

Fernando Sastre foi preso após causar a morte de um motorista de aplicativo | Divulgação/Polícia Civil
Fernando Sastre foi preso após causar a morte de um motorista de aplicativo | Divulgação / Polícia Civil

O empresário Fernando Sastre de Andrade Filho foi condenado nesta quinta-feira (29) a 17 anos, 1 mês e 10 dias de prisão pelos crimes de homicídio e lesão corporal com dolo eventual. Ele provocou o acidente com um Porsche que matou o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos, em março de 2024, na zona leste da cidade de São Paulo.

O julgamento havia começado na quarta-feira, no Fórum Criminal da Barra Funda, zona oeste da capital paulista. A Justiça também determinou que ele não tenha mais a habilitação para dirigir veículos. Ele não poderá recorrer em liberdade e a pena, inicialmente, é em regime fechado.

O empresário está preso preventivamente desde 6 de maio de 2024. O julgamento contou com 14 testemunhas.

Em depoimento nesta quinta-feira, Fernando confessou ter ingerido bebida alcoólica antes de provocar o acidente. Até então, ele negava ter consumido álcool naquela noite e sustentava que havia bebido apenas água.

Questionado pelo Ministério Público sobre a mudança de versão, o empresário disse que poderia apresentar diversas desculpas, mas que decidiu falar a verdade. Ele também afirmou que, ao deixar uma casa de pôquer onde estava com amigos e a namorada, acreditava não estar embriagado e ter condições de dirigir.

Durante o depoimento, Sastre chorou e pediu perdão às vítimas e aos familiares. O empresário disse que sofre com as consequências do acidente e negou ter tido a intenção de provocar a colisão.

Testemunhas confirmaram consumo de álcool

O julgamento começou na quarta-feira (28). No primeiro dia, testemunhas confirmaram que Sastre havia consumido bebida alcoólica antes de dirigir.

Marcus Vinícius, amigo do empresário e passageiro do Porsche no momento da colisão, afirmou que Fernando estava alterado e falava em tom acima do habitual. Segundo ele, amigos e familiares chegaram a pedir que o empresário não assumisse a direção.

Marcus também relatou que Sastre retirou o veículo da vaga lentamente, mas acelerou bruscamente logo depois. O passageiro não se recorda do momento da batida. Ele ficou 10 dias internado e passou por cirurgias para a retirada do baço e a colocação de drenos nos pulmões.

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Relembre o caso

O acidente ocorreu na madrugada de 31 de março de 2024, na Avenida Salim Farah Maluf, no Tatuapé, zona leste da capital paulista. O Porsche conduzido por Sastre atingiu a traseira do Renault Sandero dirigido por Ornaldo, que morreu após ser socorrido e levado ao Hospital Municipal do Tatuapé.

Segundo laudo do Instituto de Criminalística, o veículo de luxo trafegava a aproximadamente 136 km/h no momento do impacto, em um trecho com limite de velocidade de 50 km/h.

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