O diretor de televisão Nilton Travesso morreu nesta sexta-feira (6), aos 92 anos, em São Paulo. Ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês e morreu em decorrência de uma infecção generalizada.
Considerado um dos pioneiros da televisão brasileira, Travesso iniciou a carreira em 1953. Ao longo de mais de 70 anos de trajetória, dirigiu atrações que marcaram diferentes gerações e ajudou a desenvolver a linguagem da televisão no país.
Na Record, integrou a chamada “Equipe A” e esteve à frente de programas como “Hebe”, “Família Trapo”, “Jovem Guarda”, “O Pequeno Mundo de Ronnie Von” e “Astros do Disco”.
Na década de 1970, foi para a TV Globo, onde produziu o primeiro videoclipe exibido pelo “Fantástico”. Também participou da criação de atrações como “TV Mulher”, “Balão Mágico” e “Som Brasil”, além de fundar o núcleo de programação paulista da emissora.
Nilton Travesso também teve três passagens pelo Grupo Silvio Santos, onde assumiu projetos importantes na programação infantil e na teledramaturgia. Participou da criação do “Bom Dia & Cia”, apresentado por Eliana, e da “Sessão Desenho no Sítio da Vovó”, com Vovó Mafalda, personagem de Valentino Guzzo.
Sob sua direção e supervisão, o núcleo de dramaturgia da emissora também produziu novelas como “Éramos Seis”, “As Pupilas do Senhor Reitor”, “Sangue do Meu Sangue”, “Razão de Viver”, “Os Ossos do Barão” e a primeira versão de “Chiquititas”.
Em 2001, Nilton Travesso criou a Nilton Travesso Oficina de Atores, na capital paulista. A escola foi idealizada para capacitar artistas para o mercado profissional, mantendo a valorização da essência teatral.
O velório de Nilton Travesso será realizado neste sábado (7), das 10h às 17h, na Funeral Home, no bairro da Bela Vista, região central de São Paulo.
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