- O aspartame, adoçante artificial comum em produtos “zero”, foi classificado como “possivelmente cancerígeno” pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2023.
- Um novo estudo indicou que o aspartame pode causar alterações genéticas associadas ao glioblastoma multiforme em camundongos.
- As pesquisas mostraram que o microbioma intestinal dos animais foi afetado, com redução na abundância de bactérias da família Rikenellaceae.
- O estudo sugere que essas alterações podem estar ligadas a modificações na metilação do RNA, especialmente na via da N6-metiladenosina.
- A OMS recomenda um limite de consumo diário de 40 mg por kg de peso corporal para o aspartame, destacando a necessidade de cautela em seu uso.
Muito utilizado em produtos como sucos e refrigerantes “zero”, o aspartame foi classificado como “possivelmente cancerígeno” pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2023. Um novo estudo revelou que esse adoçante artificial pode causar alterações genéticas associadas ao glioblastoma multiforme, um tumor cerebral agressivo, em camundongos.
Os pesquisadores observaram que, embora o crescimento tumoral não tenha sido alterado, o microbioma intestinal dos animais sofreu mudanças significativas. A abundância de bactérias da família Rikenellaceae foi reduzida, e o aspartame foi relacionado a expressões de genes que aumentam a agressividade do glioblastoma. Uma das hipóteses levantadas é que essas alterações ocorrem devido a modificações na metilação do RNA, especialmente na via da N6-metiladenosina, que desempenha um papel crucial na regulação celular.
Implicações da Pesquisa
Os resultados, publicados na revista Scientific Reports, fornecem evidências importantes para a avaliação da segurança dos adoçantes artificiais. Os autores do estudo afirmam que suas descobertas oferecem uma visão abrangente sobre o impacto do aspartame na progressão tumoral. A OMS, por sua vez, recomenda um limite de consumo diário de 40 mg por kg de peso corporal para o aspartame, considerando as evidências limitadas de sua carcinogenicidade em humanos e animais.
A inclusão do aspartame no grupo 2B da Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC) destaca a necessidade de cautela em seu consumo. A pesquisa atual reforça a importância de monitorar os efeitos de adoçantes artificiais na saúde, especialmente em relação a doenças graves como o câncer.
Entre na conversa da comunidade