- A Westinghouse anunciou planos para construir 10 reatores nucleares AP1000 nos Estados Unidos até 2030.
- O projeto pode gerar um impacto econômico de 75 bilhões de dólares, sendo 6 bilhões de dólares apenas na Pensilvânia.
- Os reatores têm capacidade para fornecer eletricidade a mais de 750 mil residências.
- O presidente Donald Trump apoiou a construção e pediu uma revisão das normas da Comissão Reguladora Nuclear.
- A Westinghouse firmou parceria com o Google para usar inteligência artificial na construção, visando aumentar a eficiência do projeto.
A Westinghouse anunciou planos ambiciosos para construir 10 reatores nucleares AP1000 nos Estados Unidos até 2030. O projeto, apresentado pelo CEO interino Dan Sumner durante uma reunião com o presidente Donald Trump em Pittsburgh, promete gerar um impacto econômico de 75 bilhões de dólares em todo o país e 6 bilhões de dólares apenas na Pensilvânia.
Os reatores AP1000 têm capacidade para fornecer eletricidade a mais de 750 mil residências. A proposta foi discutida em um evento sobre energia e inteligência artificial na Universidade Carnegie Mellon, onde líderes do setor anunciaram investimentos superiores a 90 bilhões de dólares em infraestrutura de energia e centros de dados.
Trump, que já havia emitido ordens executivas para aumentar a capacidade nuclear dos EUA, expressou apoio à construção de 10 novas usinas nucleares até 2050. Ele também solicitou uma revisão abrangente das normas da Comissão Reguladora Nuclear, visando facilitar o avanço do setor.
Historicamente, os EUA enfrentaram desafios na construção de reatores nucleares, com apenas dois novos reatores construídos nos últimos 30 anos, ambos da Westinghouse. O projeto anterior, na Plant Vogtle, ficou 18 bilhões de dólares acima do orçamento e atrasado em sete anos, contribuindo para a falência da empresa. Desde então, a Westinghouse, agora sob a propriedade da Cameco e Brookfield Asset Management, se reestruturou e está pronta para um novo começo.
Além disso, a Westinghouse firmou uma parceria com o Google para integrar ferramentas de inteligência artificial no processo de construção dos reatores, buscando torná-lo mais eficiente e repetível. Essa inovação pode ser crucial para evitar os problemas enfrentados em projetos anteriores e acelerar a implementação da energia nuclear nos EUA.
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