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Fósseis de animais do Ártico com 75 mil anos são descobertos em caverna antiga

Descobertas na Noruega revelam como a fauna do Ártico europeu se adaptou a mudanças climáticas extremas há 75 mil anos.

Testes conduzidos no material identificado na caverna demonstraram que diversos animais que viviam naquele ecossistema não conseguiram sobreviver ao retorno do frio intenso (Foto: Trond Klungseth Lødøen)
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  • Cientistas descobriram restos de uma comunidade de animais do Ártico europeu em uma caverna na Noruega, datando de há 75 mil anos.
  • Os ossos pertencem a 46 grupos de mamíferos, peixes e aves, representando os registros mais antigos do período mais quente da Era Glacial.
  • Entre as espécies encontradas estão urso-polar, morsa, baleia-da-Groenlândia, fradinho, êider-edredão e bacalhau-do-Atlântico.
  • Os pesquisadores identificaram também ossos de lêmures-de-colar, uma espécie extinta nunca antes registrada na Escandinávia.
  • As descobertas ajudam a entender como a vida selvagem se adapta a mudanças climáticas, evidenciando a vulnerabilidade das espécies adaptadas ao frio.

Cientistas descobriram restos de uma comunidade de animais que habitou o Ártico europeu há 75 mil anos em uma caverna na Noruega. Os ossos de 46 grupos de mamíferos, peixes e aves representam os registros mais antigos do período mais quente da Era Glacial. A pesquisa, publicada na revista *Proceedings of the National Academy of Sciences*, revela como a vida selvagem reagiu a mudanças climáticas drásticas.

Entre os restos encontrados estão espécies como urso-polar, morsa, baleia-da-Groenlândia, fradinho, êider-edredão e bacalhau-do-Atlântico. Surpreendentemente, também foram identificados ossos de lêmures-de-colar, uma espécie extinta nunca antes registrada na Escandinávia. Sam Walker, autor do estudo, destaca que essas descobertas oferecem um retrato raro de um mundo ártico desaparecido e ressaltam a vulnerabilidade das espécies adaptadas ao frio.

Impacto das Mudanças Climáticas

Os pesquisadores acreditam que os achados ajudarão a entender como a vida selvagem se adapta a mudanças climáticas. Sanne Boessenkool, colaboradora do projeto, explica que a caverna Arne Qvamgrotta, descoberta na década de 1990, revelou um ecossistema costeiro diversificado, com ambientes marinhos e terrestres. A presença de peixes de água doce sugere a existência de lagos e rios na tundra, enquanto o gelo marinho era sazonal.

As evidências indicam que, após o derretimento das geleiras, o habitat era praticamente livre de gelo, permitindo a migração de renas. Contudo, quando o gelo retornou, muitas populações não conseguiram se adaptar e migrar, resultando na extinção de várias linhagens. Walker observa que isso evidencia como as espécies adaptadas ao frio enfrentam dificuldades em períodos de grandes mudanças climáticas, um desafio que se intensifica com o aquecimento global atual.

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