- Uma onda de água e lama atingiu a vila de Dharali, em Uttarakhand, na Índia, na terça-feira, cinco de agosto.
- O desastre resultou em pelo menos quatro mortes e mais de 100 pessoas desaparecidas.
- As chuvas torrenciais na região ultrapassaram 210 milímetros, caracterizando um fenômeno conhecido como cloudburst (chuva intensa em áreas pequenas).
- Meteorologistas afirmam que a umidade do Mar Arábico, combinada com o aquecimento global, intensifica as chuvas na região montanhosa.
- As equipes de resgate enfrentam dificuldades devido à chuva contínua e ao acesso complicado à área afetada.
Uma onda de água e lama devastou a vila de Dharali, em Uttarakhand, na Índia, na terça-feira (5), resultando em pelo menos quatro mortes e mais de 100 desaparecidos. A tragédia foi desencadeada por chuvas torrenciais que ultrapassaram 210 mm na região, um fenômeno conhecido como cloudburst, que ocorre em áreas pequenas e resulta em chuvas intensas.
Meteorologistas explicam que esse tipo de evento é comum em regiões montanhosas durante a estação das monções. O especialista Ruchit Kulkarni, da Universidade de Melbourne, destacou que a umidade do Mar Arábico é elevada pelas montanhas, formando nuvens que, quando saturadas, provocam chuvas extremas. Além disso, fatores como o rompimento de geleiras podem contribuir para inundações.
A situação em Dharali é agravada por um “coquetel mortal” de fatores climáticos, segundo Harjeet Singh, ativista climático. Ele aponta que o aquecimento global intensifica as chuvas, enquanto práticas de urbanização e desmatamento comprometem as defesas naturais da região. A Organização Meteorológica Mundial alertou que inundações e secas mais severas são um sinal do colapso climático iminente.
As equipes de resgate enfrentam desafios significativos devido à chuva contínua e ao difícil acesso à área afetada. O ministro da Defesa, Sanjay Seth, confirmou as mortes e expressou preocupação com o número de desaparecidos. O primeiro-ministro Narendra Modi manifestou suas condolências e assegurou que as operações de resgate estão em andamento. Os rios da região estão com níveis críticos, aumentando o risco de novos deslizamentos e desastres.
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