A partir de 3 de fevereiro, uma nova resolução do Banco Central permitirá o pagamento de boletos utilizando o PIX, sistema de transferência em tempo real. A medida, anunciada em dezembro, introduz um QR Code específico nos boletos, facilitando a experiência de pagamento e aumentando a aceitação do PIX. Embora algumas instituições já testem essa […]
A partir de 3 de fevereiro, uma nova resolução do Banco Central permitirá o pagamento de boletos utilizando o PIX, sistema de transferência em tempo real. A medida, anunciada em dezembro, introduz um QR Code específico nos boletos, facilitando a experiência de pagamento e aumentando a aceitação do PIX. Embora algumas instituições já testem essa funcionalidade, a regulamentação busca padronizar o uso e estabelecer responsabilidades entre os participantes.
Outra inovação é o boleto dinâmico, que permitirá às empresas antecipar recebimentos de forma mais competitiva. Atualmente, as empresas estão limitadas à instituição que emitiu seus boletos, dificultando a troca por outra na hora de antecipar valores. Com o novo sistema, será possível registrar duplicatas escriturais em plataformas online, permitindo que as empresas leiloem suas dívidas entre instituições financeiras para obter juros mais baixos.
O mercado de antecipação de recebíveis, que inclui tanto o comércio quanto incorporadoras imobiliárias, movimenta cerca de R$ 10 trilhões anualmente. O Banco Central espera que a plataforma para negociação de recebíveis esteja disponível apenas no segundo semestre de 2026, dependendo da aprovação e testes dos sistemas. Essa mudança visa aumentar a concorrência e a segurança nas transações, direcionando os pagamentos diretamente para as instituições que antecipam os recursos.
Além disso, a nova norma requer uma estrutura de governança mais robusta para os boletos e um modelo tarifário que promova a transparência e a concorrência justa. O Banco Central considera essa atualização um avanço significativo na modernização do sistema financeiro, especialmente para pequenas e médias empresas que dependem de títulos de crédito para operar.
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