A Amazon enfrenta uma ação legal de um sindicato canadense após a decisão de encerrar operações em armazéns no Quebec. A Federação dos Sindicatos Nacionais, conhecida como CSN, anunciou que irá solicitar ao tribunal a reabertura de sete armazéns e a reintegração de 1.700 empregos perdidos com as demissões. A empresa informou que a decisão […]
A Amazon enfrenta uma ação legal de um sindicato canadense após a decisão de encerrar operações em armazéns no Quebec. A Federação dos Sindicatos Nacionais, conhecida como CSN, anunciou que irá solicitar ao tribunal a reabertura de sete armazéns e a reintegração de 1.700 empregos perdidos com as demissões. A empresa informou que a decisão foi tomada após uma “revisão recente” de suas operações na província, que é a única no Canadá com funcionários da Amazon sindicalizados.
A Amazon planeja retornar a um modelo de entrega terceirizada, utilizando subcontratados para gerenciar as entregas. A presidente da CSN, Caroline Senneville, afirmou que a empresa tenta “contornar suas obrigações sob o Código do Trabalho”. Ela pediu que o tribunal reconheça que essa mudança de modelo de negócios viola a legislação trabalhista e que, portanto, deve ordenar a reintegração dos trabalhadores.
Após o anúncio das demissões, o ministro da Indústria do Canadá, Francoise-Philippe Champagne, expressou sua “decepção” ao CEO da Amazon, Andy Jassy, questionando o comprometimento da empresa com o Canadá. Champagne indicou que o governo considerará revisar os contratos atuais com a Amazon, em resposta à situação.
Nos Estados Unidos, a Amazon também enfrenta crescente pressão trabalhista. Funcionários de um armazém na Carolina do Norte votarão na próxima semana sobre a adesão a um sindicato, enquanto trabalhadores da Whole Foods na Filadélfia já votaram a favor de se unir ao United Food and Commercial Workers. Em 2022, um grupo de funcionários em Staten Island, Nova York, formou o primeiro sindicato em um armazém da Amazon nos EUA, mas ainda não conseguiu um contrato.
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