A BMW projeta que os conflitos comerciais entre os Estados Unidos, Europa e China resultarão em um custo de cerca de 1 bilhão de euros (aproximadamente US$ 1,1 bilhão) para a montadora em 2024, conforme afirmou o CEO Oliver Zipse. Em entrevista à Bloomberg Television, Zipse expressou otimismo ao afirmar que não acredita que as […]
A BMW projeta que os conflitos comerciais entre os Estados Unidos, Europa e China resultarão em um custo de cerca de 1 bilhão de euros (aproximadamente US$ 1,1 bilhão) para a montadora em 2024, conforme afirmou o CEO Oliver Zipse. Em entrevista à Bloomberg Television, Zipse expressou otimismo ao afirmar que não acredita que as tarifas atuais permanecerão por muito tempo, embora algumas possam se prolongar. Ele destacou que, apesar da estimativa de custo, a empresa se sente “bastante segura”.
As montadoras europeias, incluindo a BMW, estão se preparando para as tarifas propostas pelo ex-presidente Donald Trump sobre veículos importados para os EUA. Essas taxas podem afetar não apenas os carros fabricados na Europa, mas também aqueles produzidos em fábricas no México e no Canadá, que operam sob acordos comerciais anteriores. A BMW já enfrenta tarifas sobre veículos fabricados em sua planta em San Luis Potosi, no México, destinados ao mercado americano.
Embora Trump tenha adiado a implementação das tarifas para empresas que cumprem o acordo comercial USMCA, a BMW não se enquadra nas regras de conteúdo local. Além disso, a montadora está sujeita a tarifas da União Europeia sobre veículos importados da China, onde produz o modelo Mini. A BMW, junto a fabricantes chineses, está contestando essas tarifas judicialmente.
Zipse alertou que o aumento das tarifas pode gerar uma “espiral negativa” para todos os envolvidos no mercado, afirmando que não há “vencedores nesse jogo”. A situação ressalta a complexidade das relações comerciais globais e o impacto das tarifas sobre a indústria automotiva.
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