O custo de financiamento de veículos para pessoas físicas no Brasil atingiu 29,5% ao ano, o maior índice já registrado, conforme a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Este aumento é atribuído ao spread bancário e à taxa Selic, que subiu de 10,75% para 13,25% nos últimos doze meses. O presidente da Anfavea, […]
O custo de financiamento de veículos para pessoas físicas no Brasil atingiu 29,5% ao ano, o maior índice já registrado, conforme a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Este aumento é atribuído ao spread bancário e à taxa Selic, que subiu de 10,75% para 13,25% nos últimos doze meses. O presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, destacou que essa alta nas taxas pode impactar o mercado, que teve um crescimento de 14% nas vendas em relação ao ano anterior, totalizando 2,6 milhões de veículos vendidos em 2024.
Em fevereiro de 2025, a produção de veículos alcançou 217,4 mil unidades, um aumento de 24,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior. No acumulado do bimestre, foram 392,9 mil veículos fabricados, representando o melhor desempenho desde 2021. As exportações também se destacaram, com um crescimento de 54,9%, sendo a Argentina o principal destino, responsável por 62% das vendas externas. Leite ressaltou que o aumento nas exportações é um reflexo da recuperação econômica na região.
Apesar do crescimento, o setor enfrenta desafios, como a concorrência de veículos importados, que representam 21,1% das vendas no Brasil, o maior percentual desde 2012. A pressão sobre a indústria nacional é acentuada pela necessidade de aplicar uma tarifa de importação de 35% sobre veículos, independentemente da origem. Leite enfatizou a urgência dessa medida para proteger a produção local, especialmente diante do aumento da participação de veículos eletrificados chineses no mercado.
O aumento das taxas de juros é uma preocupação constante, pois 70% das compras de veículos novos são financiadas. Embora as vendas tenham crescido 9% no primeiro bimestre de 2025, a alta nos custos de crédito pode afetar a demanda. A Anfavea também anunciou a criação de 8 mil novos postos de trabalho nas montadoras, elevando o total para 108,7 mil funcionários, refletindo a necessidade de atender à crescente produção e demanda no setor automotivo.
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