A recente turbulência no mercado financeiro trouxe à tona setores que se destacaram, como utilidades, saúde, imóveis e finanças. O índice S&P 500 caiu mais de 5% no último mês, impactado pela intensificação da guerra comercial liderada pelo presidente Donald Trump e por dados econômicos que levantaram preocupações sobre uma possível recessão. Em meio a […]
A recente turbulência no mercado financeiro trouxe à tona setores que se destacaram, como utilidades, saúde, imóveis e finanças. O índice S&P 500 caiu mais de 5% no último mês, impactado pela intensificação da guerra comercial liderada pelo presidente Donald Trump e por dados econômicos que levantaram preocupações sobre uma possível recessão. Em meio a esse cenário, a CNBC Pro identificou ações do S&P 500 que tiveram alta de pelo menos 10% no mesmo período, com um foco em setores defensivos.
Art Hogan, estrategista-chefe da B. Riley Wealth Management, observou que esses setores defensivos têm se saído bem ao longo do ano. Entre os destaques, a AES, do setor de utilidades, teve um aumento de 23% e oferece um rendimento de dividendos de 5,4%. A seguradora Allstate também se destacou, com um aumento de 11% e um rendimento de 1,9%. Hogan enfatizou que, em um ambiente de maior aversão ao risco, os investidores tendem a buscar ações mais seguras.
Ross Mayfield, estrategista de investimentos da Baird, atribui essa preferência por setores defensivos à atual dinâmica das taxas de juros. Ele destacou que a queda acentuada no rendimento dos títulos do Tesouro de dez anos torna as ações que pagam dividendos mais atrativas. Além disso, setores como utilidades e saúde estão projetados para ter um crescimento robusto nos lucros, o que pode beneficiar os investidores em um ambiente econômico desafiador.
Mayfield também alertou que a disparidade entre ações vencedoras e perdedoras deve aumentar, dependendo da capacidade das empresas de crescerem seus lucros. Ele acredita que, com as avaliações já elevadas em muitos setores, a atenção deve se voltar para as perspectivas de lucros até 2025, com saúde, utilidades e tecnologia se destacando como potenciais líderes nesse cenário.
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