A desigualdade de riqueza nos Estados Unidos atingiu níveis alarmantes em 2024, com a metade mais rica das famílias detendo cerca de 97,5% da riqueza nacional, enquanto a metade inferior possui apenas 2,5%. Dados do Federal Reserve revelam que o 0,1% mais rico acumula 13,8% da riqueza total, um aumento em relação aos 13% registrados […]
A desigualdade de riqueza nos Estados Unidos atingiu níveis alarmantes em 2024, com a metade mais rica das famílias detendo cerca de 97,5% da riqueza nacional, enquanto a metade inferior possui apenas 2,5%. Dados do Federal Reserve revelam que o 0,1% mais rico acumula 13,8% da riqueza total, um aumento em relação aos 13% registrados quatro anos atrás. Esse grupo, composto por aproximadamente 133 mil famílias, ganhou US$ 6 trilhões em riqueza líquida, impulsionado principalmente pela valorização de ações e investimentos financeiros.
Em contraste, as 66,6 milhões de famílias que representam os 50% mais pobres viram sua riqueza líquida crescer apenas 2,5% no mesmo período, totalizando um acréscimo de US$ 1,25 trilhão. Embora esse grupo tenha alcançado uma participação de 2,7% da riqueza nacional em 2022, o número caiu para 2,5% em 2024. A concentração de riqueza é ainda mais acentuada, com o 0,1% mais rico possuindo cerca de um quarto de todas as ações negociadas nos EUA, refletindo sua dependência de investimentos financeiros.
A distribuição da riqueza também mostra uma crescente acumulação entre os mais velhos. Nos últimos quatro anos, a participação da riqueza detida por pessoas com 70 anos ou mais aumentou 3,8 pontos percentuais, alcançando 31,4% do total. Este grupo agora possui 38,3% das ações corporativas, um aumento significativo em relação aos 32,9% de 2020. Essa tendência é influenciada pela demografia, especialmente pela geração baby boomer, que está agora na faixa dos 70 anos.
Esses dados evidenciam a crescente disparidade econômica nos Estados Unidos, onde a riqueza se concentra cada vez mais nas mãos de poucos, enquanto a maioria da população experimenta um crescimento marginal em sua riqueza. A situação levanta preocupações sobre a sustentabilidade econômica e social em um contexto de desigualdade crescente.
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