A WEG (WEGE3) teve um lucro líquido de R$ 1,54 bilhão no primeiro trimestre de 2024, abaixo da expectativa de R$ 1,78 bilhão. O Ebitda foi de R$ 2,17 bilhões, também abaixo do esperado. Após o anúncio, as ações da empresa caíram 9,15%. A WEG, que é uma das líderes em motores elétricos nas Américas, viu uma queda na margem de lucro, que passou de 22,1% para 21,6%. O retorno sobre capital investido (Roic) caiu para 33,2%. A empresa atribuiu a redução na rentabilidade a investimentos em novos ativos e aquisições. O JPMorgan e o Goldman Sachs destacaram preocupações com a desaceleração do crescimento da receita e a compressão das margens, o que pode impactar negativamente a percepção do mercado sobre a empresa. A receita doméstica teve um crescimento de 14%, mas as despesas aumentaram mais que a receita. A apreciação do real também afetou a lucratividade da operação internacional.
A WEG (WEGE3) apresentou resultados financeiros decepcionantes no primeiro trimestre de 2024, reportando um lucro líquido de R$ 1,54 bilhão, abaixo das expectativas de R$ 1,78 bilhão. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) foi de R$ 2,17 bilhões, também inferior ao previsto. Após o anúncio, as ações da empresa caíram 9,15%, refletindo preocupações com a compressão de margens e a desaceleração do crescimento da receita.
O resultado operacional da WEG mostrou um crescimento de 16,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. No entanto, a margem Ebitda caiu de 22,1% para 21,6%. O retorno sobre capital investido (Roic) recuou 5,7 pontos, atingindo 33,2%. A empresa atribuiu a queda na rentabilidade aos investimentos em ativos fixos e intangíveis, além da aquisição dos negócios da Marathon, Rotor e Cemp.
Análise do Mercado
O banco JPMorgan previu uma reação negativa significativa no mercado, com as ações da WEG apresentando queda entre 5% e 10% abaixo do Ibovespa. A receita líquida ficou 3% abaixo da projeção do banco, e a margem bruta contraiu para 32,9%, o menor nível desde o terceiro trimestre de 2023. As despesas de vendas, gerais e administrativas aumentaram 37% em relação ao ano anterior.
Por outro lado, a receita doméstica cresceu 14% na comparação anual, superando as expectativas do JPMorgan. A alíquota efetiva de imposto foi de 17,5%, em comparação com a expectativa de 19,8%. A Genial Investimentos destacou que a compressão de margens e a mudança no mix de produtos impactaram os resultados.
O Goldman Sachs, em relatório, ressaltou que o foco do mercado está nas margens e na possibilidade de expansão. A instituição mantém recomendação de venda para as ações da WEG, prevendo que o momentum atinja o pico no início de 2025, em um cenário de estabilização das margens e desaceleração do crescimento da receita.
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