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Haddad discute tarifas comerciais com secretário do Tesouro dos EUA em Los Angeles

Tarifas dos EUA geram apreensão no Brasil; ministro da Fazenda vê espaço para negociações e destaca posição favorável do país nas turbulências comerciais.

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se encontrou com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e discutiu as tarifas de importação que afetam países com déficit comercial, como o Brasil. Haddad destacou que é estranho taxar quem compra dos EUA e que Bessent concordou com essa visão. O ministro também mencionou que há espaço para negociações e que a questão comercial é tratada com seriedade pelos EUA. Ele acredita que Brasil e EUA podem trabalhar juntos para melhorar a situação. Haddad ressaltou que o Brasil está preparado para enfrentar as dificuldades do comércio global, que têm causado preocupação.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que teve uma conversa “franca” com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, no último domingo. Durante o encontro, Bessent reconheceu a “anomalia” das tarifas impostas a países com déficit comercial em relação aos EUA. Haddad expressou sua preocupação, destacando que a América do Sul é uma das poucas regiões que enfrenta esse déficit.

O ministro ressaltou que tarifar países que compram dos EUA não parece razoável. Ele informou que Bessent deixou claro que há espaço para negociações e que a questão comercial é tratada com seriedade pelos EUA. Haddad acredita que existe uma agenda de trabalho para aproximar as relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

Desde abril, os mercados financeiros têm sido impactados pelas tarifas de importação dos EUA, que foram anunciadas pelo presidente Donald Trump. O Brasil e outros países da região enfrentaram uma tarifa de 10%, enquanto parceiros com superávit comercial sofreram taxas mais altas. Haddad reconheceu que o cenário global é desafiador, mas afirmou que o Brasil está “bem posicionado” para lidar com as turbulências comerciais.

Ele também mencionou que o mundo enfrenta um ano difícil devido às turbulências causadas por países mais ricos. Apesar das apreensões, Haddad se mostrou otimista quanto à capacidade do Brasil de enfrentar o cenário externo.

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