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Geração de empregos formais cai drasticamente em março, com setores em queda acentuada

Geração de empregos com carteira assinada no Brasil despenca em março de 2025, com setores como comércio e serviços enfrentando perdas severas.

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Em março de 2025, a criação de empregos com carteira assinada no Brasil caiu muito em comparação ao mesmo mês do ano anterior. Setores importantes, como alojamento e alimentação, e comércio, tiveram resultados negativos, com perdas significativas de vagas. O estudo da Fundação Getulio Vargas mostrou que todos os dez setores analisados apresentaram uma queda no número de empregos gerados, indicando uma desaceleração no mercado de trabalho formal. A situação foi influenciada pelo carnaval, que ocorreu em março em 2025, enquanto em 2024 foi em fevereiro, o que afetou as contratações temporárias. Em março de 2024, foram abertas 245.395 vagas, mas em março de 2025, esse número caiu para 71.576. Além disso, o saldo de empregos temporários também teve uma grande queda, passando de uma leve criação de vagas em 2024 para uma perda significativa em 2025. Todos os níveis de escolaridade mostraram redução no número de empregos formais. Apesar disso, os especialistas afirmam que não se trata de uma crise, mas sim de uma estabilização do mercado de trabalho, com menos vagas sendo criadas do que nos anos anteriores devido ao aumento da taxa de juros.

O desempenho da geração de empregos com carteira assinada no Brasil em março de 2025 apresentou uma queda significativa em relação ao mesmo mês do ano anterior. Segundo um estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), setores como alojamento e alimentação e comércio registraram saldos negativos, refletindo uma desaceleração do mercado formal.

Os dados mostram que o saldo de empregos gerados caiu drasticamente, com alojamento e alimentação apresentando uma perda de 8.755 postos em março de 2025, após um saldo positivo de 7.576 vagas no mesmo mês de 2024. No comércio, a situação foi semelhante, com uma redução de 10.310 postos, em contraste com a criação de 38.659 vagas no ano anterior. As atividades administrativas e serviços complementares também sofreram, com um fechamento de 367 postos.

Análise do Cenário

A pesquisa destaca que todos os dez setores analisados passaram de saldos positivos em 2024 para números muito inferiores em 2025. A pesquisadora Janaína Feijó aponta que a queda pode estar relacionada ao carnaval, que ocorreu em março de 2025, enquanto em 2024 foi em fevereiro. Em fevereiro de 2025, o saldo foi expressivo, com a abertura de 437.111 empregos, mas março trouxe um saldo mais modesto de 71.576 postos.

Feijó observa que, embora a sazonalidade tenha impacto, a desaceleração do mercado formal já era esperada para o segundo semestre. A sequência de aumentos na taxa de juros também influencia as decisões de contratação dos empregadores, que se ajustam ao cenário econômico.

Impactos no Mercado de Trabalho

Os dados revelam que a categoria de trabalhadores temporários foi particularmente afetada, com uma destruição líquida de 12.043 postos em março de 2025, em comparação com uma leve criação de 196 vagas no mesmo mês do ano anterior. A categoria geral, que abrange a maioria dos vínculos celetistas, teve uma queda de 74,1% no saldo, passando de 211.645 vagas em março de 2024 para 54.794 em 2025.

Além disso, todos os níveis educacionais apresentaram queda no saldo de empregos formais. A pesquisa sugere que o cenário atual não indica uma crise, mas sim uma estabilização do mercado de trabalho formal, com previsões de geração de vagas bem abaixo dos níveis anteriores.

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