O Banco do Brasil teve um lucro líquido de R$ 7,37 bilhões no primeiro trimestre de 2025, uma queda de 20,7% em relação ao ano anterior, o que ficou abaixo das expectativas do mercado. A inadimplência no agronegócio aumentou para 3,04%, e as ações do banco caíram 12,45% após a divulgação dos resultados. O CFO, Geovanne Tobias, afirmou que a queda no lucro é temporária e que o banco espera um retorno ao patamar de 20% de rentabilidade no longo prazo. Apesar dos desafios, a CEO, Tarciana Medeiros, disse que o banco não vai reduzir a concessão de crédito e que 96% dos clientes do agronegócio estão em dia com os pagamentos. O BB também está buscando um tratamento diferenciado para a carteira do agronegócio em relação à nova resolução contábil que impactou suas provisões. O banco planeja manter a distribuição de dividendos entre 40% e 45% do lucro líquido em 2025, mesmo com a revisão das projeções financeiras. A inadimplência também aumentou em outros segmentos, mas a presidente do banco acredita que a situação não está fora de controle. O BB espera que a estabilização da inadimplência ocorra nos próximos trimestres, especialmente com uma safra recorde prevista.
O Banco do Brasil (BBAS3) registrou um lucro líquido de R$ 7,37 bilhões no primeiro trimestre de 2025, uma queda de 20,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado ficou abaixo das expectativas do mercado, impactado pela alta da inadimplência no agronegócio, que subiu para 3,04%. Após a divulgação do balanço, as ações do banco despencaram 12,45% na bolsa.
Os executivos do Banco do Brasil classificaram o resultado como um “balanço de transição”. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) caiu para 16,7%, o menor nível em 11 trimestres. O CFO, Geovanne Tobias, afirmou que a expectativa é manter o ROE próximo de 17% no próximo trimestre, com a meta de retornar a 20% no longo prazo. Ele destacou que a regularização das operações inadimplentes deve permitir uma recuperação nas receitas.
Desempenho e Projeções
A CEO, Tarciana Medeiros, reafirmou que o banco não irá reduzir a concessão de crédito, mesmo diante do aumento da inadimplência. A inadimplência na carteira de crédito total também cresceu, passando de 2,90% para 3,86%. O Banco do Brasil enfrenta pressões devido a recuperações judiciais no agronegócio, que representa um terço de sua carteira de crédito.
A adaptação à resolução CMN 4.966, que exige provisões mais conservadoras, resultou em R$ 1 bilhão em provisões extras. O banco planeja discutir com o Banco Central um tratamento diferenciado para o agronegócio. Apesar da inadimplência elevada, 96% dos clientes do setor estão adimplentes.
Expectativas de Dividendos
O Banco do Brasil mantém a previsão de distribuir entre 40% e 45% do lucro líquido em dividendos em 2025. O pagamento de R$ 1,91 bilhão em juros sobre capital próprio foi aprovado, correspondendo a R$ 0,334 por ação. O mercado espera que a inadimplência se estabilize com a safra recorde prevista para este ano, o que pode impactar positivamente os resultados futuros.
Analistas recomendam cautela em relação às perspectivas do banco, mas mantêm a classificação de compra devido ao valuation atrativo e aos dividendos. A expectativa é que os números do segundo trimestre tragam mais clareza sobre a inadimplência e seus efeitos nos resultados do Banco do Brasil.
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