A Electrolux, uma grande empresa sueca de eletrodomésticos, teve um faturamento de R$ 80 bilhões em 2024, mas enfrenta dificuldades econômicas, especialmente nos EUA e Brasil. Em 2025, Yannick Fierling se tornou o novo CEO global e falou sobre a necessidade de aumentar os preços devido à desvalorização do real e aos altos juros. A empresa investirá R$ 600 milhões em uma nova fábrica no Brasil, que será a sétima no país e deve abrir em 2026, criando 2.000 empregos. Apesar do crescimento nas vendas, a Electrolux mudou sua perspectiva para os EUA de “neutra” para “de neutra a negativa”. Fierling destacou que a maioria dos produtos vendidos nos EUA é fabricada localmente, o que ajuda a reduzir o impacto das tarifas. O foco da empresa é aumentar sua participação no mercado de eletrodomésticos portáteis e continuar investindo na América Latina, onde dois terços dos negócios estão concentrados. A nova fábrica será sustentável e usará tecnologias que preservam o meio ambiente. A Electrolux também está atenta à crescente demanda por produtos ecológicos, mesmo em um cenário econômico desafiador.
A Electrolux, multinacional sueca de eletrodomésticos, registrou um faturamento de R$ 80 bilhões em 2024. Com Yannick Fierling como novo CEO global desde janeiro de 2025, a empresa enfrenta desafios econômicos, especialmente nos Estados Unidos e Brasil. Fierling destacou a necessidade de reajustes de preços devido à depreciação do real e aos altos juros.
O crescimento da Electrolux em 2024 foi impulsionado por um verão quente no Brasil, que aumentou as vendas de ar-condicionados e geladeiras. No entanto, a empresa precisou aumentar preços para compensar a depreciação do real e a alta taxa de juros. O grupo registrou um aumento de 24% nas vendas globais no quarto trimestre de 2024, com a América Latina representando 25% desse total.
Investimentos no Brasil
A Electrolux anunciou um investimento de R$ 600 milhões em uma nova fábrica em São José dos Pinhais, no Paraná. Esta será a sétima unidade da empresa no Brasil e deve ser inaugurada em 2026, em comemoração ao centenário da chegada da Electrolux ao país. A nova planta deverá gerar 2.000 empregos e focar no aumento da participação de mercado em eletrodomésticos portáteis.
Fierling também mencionou que a perspectiva para 2025 nos Estados Unidos foi alterada de “neutra” para “de neutra a negativa”. Apesar do crescimento, a empresa enfrenta incertezas tarifárias e um cenário econômico desafiador. O CEO da Electrolux para a América Latina, Leandro Jasiocha, ressaltou que o varejo brasileiro é muito exposto a custos financeiros relacionados à taxa de juros.
Sustentabilidade e Inovação
A nova fábrica será construída com materiais sustentáveis e terá zero emissões de carbono, utilizando painéis solares. A Electrolux também obteve um empréstimo de 200 milhões de euros do Banco Europeu de Investimento para financiar equipamentos que promovam a sustentabilidade. Fierling afirmou que a sustentabilidade é parte do DNA da empresa, com dois em cada três consumidores valorizando essa característica.
A Electrolux busca entender a disposição dos consumidores em pagar mais por produtos ecológicos, em um cenário onde a cautela e a sensibilidade a preços estão em alta. A empresa já enfrentou desafios no passado e continua a investir na América Latina, onde dois terços de seus negócios estão concentrados.
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