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Oportunidades em mercados europeus atraem investidores de private equity em 2025

Otimismo marca o SuperReturn em Berlim, com investidores apostando em oportunidades na Europa, apesar de desafios persistentes.

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Durante a conferência SuperReturn em Berlim, especialistas em investimentos mostraram otimismo sobre o mercado europeu, que estava em baixa no ano passado. Eles destacaram a queda nas taxas de juros e um pacote fiscal de 500 bilhões de euros da Alemanha como fatores positivos. Blair Jacobson, da Ares Management, afirmou que os mercados europeus estão atraentes e que há mais razões para investir na Europa do que para retirar dinheiro dos EUA. Apesar de uma queda significativa nos fundos de crédito privado focados na Europa, outros líderes do setor, como Thomas Nides da Blackstone, concordaram que a estabilidade política em países como França, Alemanha e Reino Unido torna o investimento na Europa uma boa opção. No entanto, desafios como a complexidade do mercado europeu ainda existem, e alguns especialistas, como Rajaa Mekouar, expressaram ceticismo sobre uma mudança significativa nos fluxos de capital dos EUA para a Europa.

Durante a conferência SuperReturn em Berlim, líderes do setor de private equity demonstraram otimismo em relação ao investimento na Europa. Este sentimento positivo surge após um ano de incertezas, caracterizado por baixa atividade de fusões e aquisições e instabilidade política nos Estados Unidos.

Blair Jacobson, co-presidente da Ares Management, destacou que os mercados europeus estão atraentes, citando a queda nas taxas de juros e um pacote fiscal de 500 bilhões de euros da Alemanha. Ele mencionou que a Europa está “crescendo e assumindo o controle de seu próprio destino”, o que pode ser favorável para as tendências macroeconômicas.

Apesar do otimismo, a atividade de fusões e aquisições permanece fraca. Dados da Preqin mostram que os fundos de crédito privado focados na Europa levantaram quase 26 bilhões de dólares, uma queda de 69% em relação ao pico de 82 bilhões de dólares em 2021. Thomas Nides, vice-presidente da Blackstone, concordou que a estabilidade política em países como França, Alemanha e Reino Unido torna o investimento na Europa uma aposta válida.

Os gestores de ativos estão aumentando suas equipes na Europa, buscando novas oportunidades. Tamsin Coleman, especialista em dívida privada da Mercer, observou que não houve uma mudança significativa de capital dos EUA, mas ajustes por parte de investidores que estavam excessivamente expostos ao mercado americano.

Áreas como infraestrutura digital, eficiência energética e defesa foram destacadas como promissoras. Ivano Sessa, da Bain Capital, mencionou que a defesa é um setor sensível, mas com um potencial de crescimento único. Julian Salisbury, da Sixth Street, ressaltou a diferença de avaliação entre ativos europeus e americanos, apontando que há oportunidades para investidores privados na Europa.

Desafios ainda persistem, como a complexidade do mercado europeu, conforme James Reynolds, do Goldman Sachs Asset Management. Ele afirmou que a competição na Europa exige uma presença local significativa, o que pode dificultar o acesso a negócios. Rajaa Mekouar, da Capnor, expressou ceticismo sobre a capacidade do otimismo atual em influenciar significativamente os fluxos de capital dos EUA para a Europa.

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