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Dólar em baixa favorece moedas da América Latina, com real em destaque no semestre

As moedas latino-americanas se valorizam, mas incertezas políticas podem afetar a tendência no segundo semestre de 2025.

Região não ficou imune ao comportamento global da moeda americana, com uma deterioração estrutural que a levou a níveis não vistos em três anos (Foto: Bloomberg/Bloomberg Creative Photos)
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  • No primeiro semestre de 2025, as moedas da América Latina se valorizaram em relação ao dólar, com destaque para o real brasileiro e o peso mexicano, que subiram 13,73% e 11,09%, respectivamente.
  • A desvalorização do dólar, impulsionada por incertezas políticas e econômicas nos Estados Unidos, beneficiou a região, permitindo dívidas menores em dólar e viagens mais acessíveis.
  • O real se destacou devido a altas taxas de juros, próximas a 15%, favorecendo o carry trade. O peso mexicano também se beneficiou do diferencial de taxas de juros entre o Banco do México e o Federal Reserve.
  • Apesar da valorização, a volatilidade e incertezas políticas podem afetar essas moedas no segundo semestre, com ajustes nas taxas de juros sendo um fator de risco.
  • O peso argentino foi a única moeda da região a se desvalorizar, em meio a um novo programa com o Fundo Monetário Internacional (FMI), permitindo flutuações na taxa de câmbio.

No primeiro semestre de 2025, as moedas da América Latina se valorizaram em relação ao dólar, impulsionadas pela desvalorização da moeda americana e fatores locais, como altas taxas de juros. O real brasileiro e o peso mexicano foram os que mais se destacaram, com altas de 13,73% e 11,09%, respectivamente.

A queda do dólar permitiu que muitos latino-americanos desfrutassem de dívidas menores em dólar, viagens mais acessíveis aos Estados Unidos e compras internacionais mais baratas. A desvalorização do dólar, que atingiu níveis não vistos em três anos, foi impulsionada por incertezas políticas e econômicas nos EUA, incluindo a pressão sobre o Federal Reserve e a volatilidade gerada pelo governo Trump. Felipe Juncal, economista do Citigroup, destacou que a valorização das moedas latino-americanas está ligada à desvalorização generalizada do dólar.

O real brasileiro se beneficiou de um ambiente favorável para o carry trade, com taxas de juros próximas a 15%, uma das mais altas do mundo. Valéria Álvarez, do Itaú Colômbia, observou que esse apetite global por ativos de mercados emergentes também favoreceu o peso mexicano. Gabriela Siller, do Banco Base, afirmou que o diferencial de taxas de juros entre o Banco do México e o Federal Reserve atraiu capital para o país.

Riscos e Volatilidade

Apesar da valorização, a volatilidade e incertezas políticas podem impactar essas moedas no segundo semestre. Juncal prevê que a narrativa de um dólar fraco deve continuar, mas fatores como ajustes nas taxas de juros e incertezas políticas podem pressionar a taxa de câmbio. Siller também alertou para a possibilidade de volatilidade, especialmente com o ciclo de ajustes nas taxas de juros.

As moedas da Colômbia, Chile e Peru também se valorizaram, com o peso colombiano subindo 7,47%, impulsionado pelo carry trade. O peso chileno e o sol peruano se valorizaram 6,79% e 5,58%, respectivamente, beneficiando-se do desempenho do cobre e de fundamentos internos sólidos. No entanto, a incerteza política pode reverter essas tendências.

O peso argentino, por outro lado, foi a única moeda da região a se desvalorizar, em meio à implementação de um novo programa com o FMI. O banco central argentino permitiu que a taxa de câmbio flutue dentro de uma banda de 1.000 a 1.400 pesos por dólar, mantendo uma política monetária restritiva para priorizar a desinflação.

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