- A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP+) anunciou um aumento na produção de 548 mil barris por dia a partir de agosto.
- A decisão foi tomada em reunião virtual no dia 5 de julho de 2025.
- O grupo, que inclui Arábia Saudita e Rússia, fará reuniões mensais para monitorar o mercado e ajustar a produção.
- O aumento pode ser pausado ou revertido conforme a evolução do mercado, visando a estabilidade do setor.
- A próxima reunião está marcada para 3 de agosto, e o aumento de setembro pode ser em torno de 550 mil barris por dia.
Os países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP+) anunciaram um aumento na produção de 548 mil barris por dia (bdp) a partir de agosto. A decisão foi tomada durante uma reunião virtual realizada no último sábado (5). O comunicado destaca que a perspectiva econômica global e os fundamentos do mercado permitem esse ajuste em relação ao nível de produção de julho de 2025.
O grupo, que inclui Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã, se comprometeu a realizar reuniões mensais para monitorar as condições do mercado e ajustar a produção conforme necessário. O comunicado enfatiza que os aumentos podem ser pausados ou revertidos dependendo da evolução do mercado, garantindo assim a estabilidade do setor.
Reuniões Mensais
A próxima reunião da OPEP+ está agendada para 3 de agosto. O grupo já havia aumentado a produção em meses anteriores, respondendo a pressões externas, especialmente dos Estados Unidos, que pedem um aumento para conter os preços da gasolina. Desde abril, a OPEP+ já elevou a produção em 138 mil bpd, seguido por aumentos de 411 mil bpd em maio, junho e julho.
Fontes próximas às discussões indicam que o aumento para setembro pode ser em torno de 550 mil bpd, completando a recuperação da produção dos membros que participaram dos cortes anteriores. Além disso, os Emirados Árabes Unidos devem ter um aumento adicional de 300 mil bpd à medida que seu limite de produção for ajustado.
Essas mudanças visam impactar o mercado global de petróleo, refletindo a estratégia da OPEP+ em recuperar participação no mercado após anos de cortes significativos.
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