- O grupo Votorantim retomou as negociações do Projeto Bauxita Rondon no Pará, com investimentos de até US$ 4 bilhões.
- A fase inicial do projeto contará com US$ 1 bilhão e será conduzida sem intermediários financeiros.
- Potenciais parceiros incluem empresas globais como Chalco, Rio Tinto e Emirates Global Aluminium, além de Alcoa e South32.
- A CBA possui a quarta maior reserva de bauxita do Brasil, com capacidade de extração de 18 milhões de toneladas por ano.
- O projeto prevê a construção de um ramal ferroviário de 150 quilômetros e a produção deve iniciar em um a dois anos, com foco na exportação para China e Oriente Médio.
O grupo Votorantim retomou as negociações do Projeto Bauxita Rondon, um investimento de até US$ 4 bilhões no Pará, focado na exportação de bauxita. A fase inicial do projeto contará com US$ 1 bilhão. As tratativas estão sendo conduzidas diretamente pelo grupo, sem intermediários financeiros.
Entre os potenciais parceiros estão grandes empresas globais, como a Chalco da China, a Rio Tinto da Austrália e a Emirates Global Aluminium dos Emirados Árabes. Outras empresas, como a Alcoa dos Estados Unidos e a australiana South32, também estão na disputa. As opções para o negócio incluem parcerias, investimentos diretos na CBA ou até a venda do projeto.
A CBA, que atualmente possui 68,6% das ações controladas pelo Votorantim, já havia aberto seu capital em 2021. Desde 2018, o grupo busca reduzir sua exposição em commodities, priorizando investimentos em mercados com moedas fortes. A reserva de bauxita da CBA é a quarta maior do Brasil, com uma capacidade de extração prevista de 18 milhões de toneladas por ano.
Logística e Fases do Projeto
O projeto será implementado em fases, começando com a produção de 6 milhões de toneladas de bauxita, podendo chegar a 9 milhões e, posteriormente, dobrar essa capacidade. A logística envolverá a construção de um ramal ferroviário de 150 km até a Estrada de Ferro Carajás, com embarques pelo porto de São Luís.
A CBA já possui todas as licenças necessárias e planeja iniciar a produção em um a dois anos. O mercado-alvo inclui principalmente a China e o Oriente Médio, que demandam bauxita e alumina para suas fundições. A expectativa é que o projeto se torne uma das maiores refinarias de alumina do Brasil, com capacidade de 8 milhões de toneladas anuais.
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