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Ações da Burberry disparam 8% com nova estratégia que atrai consumidores dos EUA

Burberry registra crescimento de 4% nas vendas nas Américas, apesar de desafios como tarifas e quedas em outras regiões.

Pessoas caminham pela loja da Burberry na East 57th Street durante o fim de semana do Memorial Day em 25 de maio de 2025, na cidade de Nova York. (Foto: Craig T Fruchtman | Getty Images Entertainment | Getty Images)
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  • Burberry registrou um crescimento de 4% nas vendas nas Américas no último trimestre, encerrado em 28 de junho.
  • O aumento é atribuído a uma base diversificada de consumidores, incluindo clientes de alto poder aquisitivo e compradores de shoppings.
  • O CEO da Burberry, Joshua Schulman, destacou a diversidade do consumidor de luxo no mercado americano, que representa 19% dos negócios da marca.
  • Apesar de um declínio de 4% nas vendas na região no trimestre anterior, a empresa observou melhorias em outras áreas, com crescimento de 1% na Europa, Oriente Médio, Índia e África.
  • A Burberry enfrenta desafios como tarifas nos EUA e anunciou um programa de corte de custos, eliminando 1.700 postos de trabalho para economizar £80 milhões até o final do ano fiscal de 2026.

Burberry reportou um crescimento de 4% nas vendas nas Américas no último trimestre, um sinal positivo em meio a desafios como tarifas nos EUA e quedas em outras regiões. O aumento, divulgado na última sexta-feira, refere-se ao período encerrado em 28 de junho e é atribuído a uma base diversificada de consumidores, incluindo tanto clientes de alto poder aquisitivo quanto compradores de shoppings.

O CEO da Burberry, Joshua Schulman, destacou que essa recuperação reflete a “diversidade do consumidor de luxo” no mercado americano, que representa 19% dos negócios da marca. Apesar de um declínio de 4% nas vendas na região no trimestre anterior e uma queda de 9% no ano fiscal de 2025, a empresa observou melhorias em todas as regiões, com um crescimento de 1% na Europa, Oriente Médio, Índia e África.

Desafios e Estratégias

A Burberry enfrenta um cenário desafiador, com tarifas nos EUA que podem impactar o consumo. A CFO Kate Ferry reconheceu essas tarifas como um “obstáculo”, mas afirmou que a empresa adaptou suas cadeias de suprimento e ajustou preços de forma estratégica. A marca também anunciou um programa de corte de custos, que inclui a eliminação de 1.700 postos de trabalho, visando economizar £80 milhões até o final do ano fiscal de 2026.

A marca britânica, conhecida por seus trench coats, está passando por uma reestruturação sob a liderança de Schulman, que completou um ano no cargo. Analistas da UBS expressaram otimismo com os resultados, indicando que a “momentum da marca Burberry está acelerando”. A expectativa é que a nova abordagem de marketing, focada na herança britânica e em produtos icônicos, traga resultados ainda melhores na segunda metade do ano.

Perspectivas Futuras

Embora as vendas globais da Burberry tenham caído 1% em relação ao ano anterior, a empresa vê sinais de recuperação. Schulman afirmou que a força dos clientes locais foi notável em todas as regiões, e a marca está se posicionando como um “produto de luxo com apelo universal”. A expectativa é que a nova linha de produtos para o inverno represente essa nova visão de marketing, o que pode impactar positivamente os investidores.

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