- A WEG (WEGE3) reportou um lucro líquido de R$ 1,59 bilhão no segundo trimestre de 2025, um aumento de 10,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, mas abaixo da expectativa de R$ 1,7 bilhão.
- As ações da empresa caíram 6% após a divulgação dos resultados, atingindo a menor cotação do ano.
- A receita líquida foi de R$ 10,2 bilhões, com crescimento de 10,1% em relação ao segundo trimestre de 2024, mas apenas 1,3% em comparação ao primeiro trimestre de 2025.
- O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 2,25 bilhões, um aumento de 6,5% em relação ao ano anterior, mas 4% abaixo das expectativas do BTG Pactual.
- A empresa enfrenta desafios, incluindo uma tarifa de 50% imposta pelos EUA sobre produtos brasileiros, que pode afetar cerca de 9% de sua receita total. Uma teleconferência está agendada para 24 de julho para discutir os resultados e os impactos das tarifas.
A WEG (WEGE3) reportou um lucro líquido de R$ 1,59 bilhão no segundo trimestre de 2025, um aumento de 10,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, mas abaixo das expectativas do mercado, que previa R$ 1,7 bilhão. Após a divulgação, as ações da empresa caíram 6%, atingindo a menor cotação do ano.
A receita líquida da WEG alcançou R$ 10,2 bilhões, representando um crescimento de 10,1% em comparação ao segundo trimestre de 2024, mas apenas 1,3% em relação ao primeiro trimestre de 2025. A margem líquida foi de 15,6%, com leve melhora em relação ao ano passado, embora ainda insatisfatória para os investidores.
O EBITDA foi de R$ 2,25 bilhões, um aumento de 6,5% em relação ao mesmo período de 2024, mas 4% abaixo das expectativas do BTG Pactual. A margem EBITDA ficou em 22,1%, ligeiramente inferior à do ano anterior. A desaceleração no crescimento da receita foi um ponto crítico, ofuscando as margens melhores.
Expectativas e Desafios
Analistas revisaram as previsões de lucro para 2025 e 2026, com estimativas 6 a 7% menores que as anteriores. O Goldman Sachs destacou que o mercado está precificando um cenário em que as margens se mantêm estáveis, em torno de 22%, ao invés de expandirem. O banco também apontou que a valorização do real impacta os custos e a demanda por produtos.
A WEG enfrenta desafios adicionais, como a recente tarifa de 50% imposta pelos EUA sobre produtos brasileiros, que pode afetar cerca de 9% de sua receita total. O Itaú BBA e a XP também expressaram preocupações sobre a desaceleração do crescimento e a pressão sobre as margens.
Teleconferência e Perspectivas Futuras
Uma teleconferência está agendada para 24 de julho, onde a WEG discutirá os resultados e abordará temas como projetos de geração solar e o impacto das tarifas. A empresa já captou R$ 1,2 bilhão em financiamento e distribuiu R$ 1,8 bilhão em dividendos, refletindo sua estratégia de manter a confiança dos investidores em um cenário desafiador.
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