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Banco do Brasil aposta em oferta integrada para liderar mercado de carbono

Banco do Brasil planeja movimentar R$ 100 milhões no mercado de carbono até 2030, criando uma mesa de negociação para impulsionar transações.

Banco do Brasil vai desenvolver soluções diversas para atender demandas de empresas no mercado de carbono (Foto: Gil Dutra/Divulgação/Web Summit)
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  • O Banco do Brasil anunciou planos para se tornar o principal intermediário do mercado de carbono no Brasil.
  • A instituição pretende movimentar mais de R$ 100 milhões até 2030 com uma mesa de negociação.
  • A regulamentação do mercado ocorreu em dezembro de 2024, mas as transações ainda são majoritariamente via balcão.
  • O banco já desenvolve cerca de 25 dos 70 projetos de carbono em andamento no país, focando em agricultura de baixo carbono.
  • A expectativa é que a mesa de operações seja lançada em 2023, aguardando regulações da Comissão de Valores Mobiliários e do Banco Central.

O Banco do Brasil anunciou sua intenção de se tornar o principal intermediário do mercado de carbono no Brasil, com uma mesa de negociação que deve movimentar mais de R$ 100 milhões até 2030. A regulamentação do mercado ocorreu em dezembro de 2024, mas as transações ainda são predominantemente realizadas via balcão, limitando a liquidez.

José Sasseron, vice-presidente de Sustentabilidade do Banco do Brasil, destacou que a criação da mesa de negociação é parte de uma estratégia para ganhar escala e se consolidar no mercado de carbono. O banco busca não apenas aumentar o volume de transações, mas também fomentar um ambiente mais estruturado e eficiente para a compra e venda de créditos de carbono.

Estratégia de Intermediação

O Banco do Brasil pretende se posicionar como uma “one-stop-shop” no segmento, oferecendo soluções completas, desde a conexão com desenvolvedores até a comercialização de créditos. A base de 85 milhões de clientes é um diferencial importante, permitindo ao banco realizar um processo de diligência que garante a segurança das transações.

Marcelo de Campos e Silva, especialista em sustentabilidade do banco, ressaltou que a confiança entre as partes é crucial em um mercado ainda em fase inicial. O histórico dos clientes do banco possibilita verificar a regularidade dos projetos, evitando fraudes e aumentando a credibilidade das operações.

Oportunidades e Desafios

O Banco do Brasil já desenvolve cerca de 25 dos 70 projetos de carbono em andamento no Brasil, com foco em áreas como a agricultura de baixo carbono. A força da marca, presente em 90% dos municípios brasileiros, facilita o acesso a produtores rurais que ainda não conhecem o mercado de carbono.

O banco aguarda regulações da CVM e do Banco Central para garantir maior segurança jurídica à sua mesa de operações. A expectativa é que o lançamento ocorra ainda em 2023, em um ano marcado pela organização da COP 30 em Belém, no Pará. A intermediação já começou com transações entre bancos e vendas de créditos para empresas brasileiras, sinalizando um potencial crescimento do mercado de carbono no país.

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