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Justiça boliviana ordena prisão de Evo Morales por não comparecer a audiência sobre abuso sexual

- Evo Morales, ex-presidente da Bolívia, enfrenta acusações de tráfico de pessoas. - Um juiz ordenou sua prisão após ele não comparecer a duas audiências. - A promotoria alega que os pais da menor consentiram em troca de favores políticos. - Morales nega as acusações, chamando-as de perseguição política. - O caso reflete a intensa disputa pelo controle do partido governista e a eleição de 2025.

Um juiz da Bolívia determinou a prisão do ex-presidente Evo Morales após sua ausência em duas audiências relacionadas a um caso de abuso sexual envolvendo uma menor de idade. Morales é investigado por estupro e tráfico de pessoas, com a acusação de que manteve um relacionamento com uma jovem de 15 anos durante seu mandato, […]

Um juiz da Bolívia determinou a prisão do ex-presidente Evo Morales após sua ausência em duas audiências relacionadas a um caso de abuso sexual envolvendo uma menor de idade. Morales é investigado por estupro e tráfico de pessoas, com a acusação de que manteve um relacionamento com uma jovem de 15 anos durante seu mandato, resultando no nascimento de uma filha. O caso foi revelado pelo ministro da Justiça, César Siles, que expressou indignação com a situação, destacando a gravidade dos crimes.

A promotora Sandra Gutiérrez informou que Morales não compareceu à audiência marcada para esta sexta-feira, 17 de janeiro, alegando problemas de saúde. O juiz Nelson Rocabado classificou o ex-presidente como “rebelde” e suspendeu o julgamento até que ele se apresente. A defesa de Morales argumentou que ele não foi notificado adequadamente sobre as audiências, considerando as ordens de prisão e as acusações como ilegais.

Os pais da menor também estão sendo investigados, acusados de conivência e de buscar benefícios políticos através da relação da filha com o ex-presidente. O pai da jovem está preso, enquanto a mãe foi declarada em rebelião por não comparecer à audiência. A promotoria busca responsabilizar Morales por tráfico de pessoas, o que pode resultar em uma pena de 10 a 15 anos de prisão.

Morales, que governou a Bolívia de 2006 a 2019, nega as acusações e afirma ser alvo de uma “guerra jurídica” promovida pelo atual governo de Luis Arce, seu ex-aliado. A situação gerou tensões políticas, com ambos disputando o controle do partido governista e a candidatura presidencial para as eleições de 2025. O ex-presidente permanece em Cochabamba, sob proteção de seus apoiadores, que alegam ter montado um esquema de segurança para evitar sua prisão.

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