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Ministério Público do Peru solicita documentos à presidente Dina Boluarte em investigação

- A presidente do Peru, Dina Boluarte, é investigada por omissão de deveres. - O Ministério Público exige documentos sobre sua saúde e normas assinadas. - O prazo para apresentação dos documentos é até a noite de sexta-feira (17). - A defesa de Boluarte afirma que a custódia das normas não é sua responsabilidade. - O advogado insiste que a presidente não cometeu omissão durante sua ausência.

O Ministério Público do Peru requisitou à presidente Dina Boluarte ou sua defesa que apresentem, até a noite de sexta-feira (17), documentos relacionados ao seu estado de saúde durante a operação realizada entre 28 de junho e 9 de julho de 2023. O pedido abrange 91 normas que Boluarte teria assinado nesse período, além de […]

O Ministério Público do Peru requisitou à presidente Dina Boluarte ou sua defesa que apresentem, até a noite de sexta-feira (17), documentos relacionados ao seu estado de saúde durante a operação realizada entre 28 de junho e 9 de julho de 2023. O pedido abrange 91 normas que Boluarte teria assinado nesse período, além de informações sobre a intervenção cirúrgica que motivou a solicitação, conforme comunicado divulgado na quinta-feira (16).

Boluarte está sob investigação preliminar da Procuradoria-Geral da República por supostos crimes de omissão de deveres e abandono de cargo, acusações que a presidente nega. A investigação se baseia na alegação de que ela não comunicou ao Congresso sobre seu impedimento temporário para exercer a função durante o período mencionado.

O advogado de Boluarte, Juan Carlos Portugal, afirmou à CNN que a custódia das informações sobre as normas não é responsabilidade da defesa, citando o regulamento interno do Gabinete Presidencial, que determina que os arquivos relacionados às normas são devolvidos a cada setor. Portugal também destacou que o histórico médico da presidente é complexo e não se limita às informações solicitadas pela Procuradoria.

Na última segunda-feira (13), Boluarte prestou depoimento ao Ministério Público. Após a diligência, Portugal reiterou que a presidente não cometeu omissões, pois não estava inconsciente e cumpriu suas funções. Ele enfatizou que não há obrigação legal ou política para relatar sua condição de saúde, já que não existe disposição legal que exija tal comunicação.

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