As deportações nos Estados Unidos podem alcançar 500 mil pessoas por ano sob o governo de Donald Trump, conforme relatório da Allianz Research. A nova política migratória, mais rigorosa, pode reduzir o crescimento populacional de 3,4 milhões em 2023 para 1,5 milhão em 2024, além de limitar a expansão do PIB a menos de 2% […]
As deportações nos Estados Unidos podem alcançar 500 mil pessoas por ano sob o governo de Donald Trump, conforme relatório da Allianz Research. A nova política migratória, mais rigorosa, pode reduzir o crescimento populacional de 3,4 milhões em 2023 para 1,5 milhão em 2024, além de limitar a expansão do PIB a menos de 2% até 2026. O estudo, intitulado “O Manual da Trumponomia”, destaca que a força de trabalho americana tem sido amplamente sustentada por imigrantes, e a intensificação das deportações pode impactar setores dependentes dessa mão de obra.
Embora a administração Trump tenha mencionado a meta de deportar até 1 milhão de pessoas anualmente, economistas do estudo consideram essa meta improvável devido a dificuldades logísticas. Mesmo assim, uma política migratória agressiva pode prejudicar a economia e aumentar tensões diplomáticas com países vizinhos. A Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) convocou uma reunião de emergência para discutir os impactos dessa política na região, especialmente após relatos de imigrantes sendo algemados.
O relatório também aponta contradições nas políticas de Trump, que busca impulsionar o PIB enquanto controla a inflação. Os cortes de impostos visam estimular a economia, mas tarifas comerciais mais altas podem pressionar a inflação. Conselheiros de Trump defendem uma política cambial que enfraqueça o dólar, favorecendo o comércio exterior, mas especialistas alertam que isso pode agravar a inflação.
Outro desafio destacado é a dificuldade de reduzir o déficit público sem cortes drásticos em gastos sociais ou aumento de impostos. Para equilibrar as contas, os EUA precisariam elevar a tarifa média de 2,7% para 13%, o que causaria interrupções nas cadeias de suprimentos com o Canadá e o México. O sucesso da Trumponomia dependerá da capacidade do governo de reduzir o déficit de forma sustentável, o que poderia resultar em inflação e taxas de juros mais baixas, mas exigiria renúncias em relação ao crescimento acelerado do PIB.
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