As Forças Armadas da Rússia anunciaram nesta sexta-feira, 31 de janeiro de 2025, a captura de uma vila próxima a Pokrovsk, um importante centro logístico na Ucrânia. Em contrapartida, o Estado-Maior da Ucrânia divulgou mapas de batalha que indicam que a vila está apenas parcialmente sob controle russo. Nos últimos dias, as forças russas alcançaram […]
As Forças Armadas da Rússia anunciaram nesta sexta-feira, 31 de janeiro de 2025, a captura de uma vila próxima a Pokrovsk, um importante centro logístico na Ucrânia. Em contrapartida, o Estado-Maior da Ucrânia divulgou mapas de batalha que indicam que a vila está apenas parcialmente sob controle russo. Nos últimos dias, as forças russas alcançaram a principal linha ferroviária que leva à cidade, que atualmente abriga apenas sete mil moradores, em comparação com os sessenta mil antes da guerra.
A queda de Pokrovsk poderia permitir que o exército russo consolidasse seu domínio na região de Donetsk e facilitasse um avanço em direção à vizinha Dnipro. O Estado-Maior da Ucrânia informou que, nas últimas 24 horas, suas tropas repeliram setenta e um ataques russos em direção a Pokrovsk, destacando que quase metade dos ataques ao longo da linha de frente de mil quilômetros ocorreu nas proximidades da cidade.
A análise da agência de notícias Reuters aponta que as forças russas estão lentamente cercando Pokrovsk, ameaçando suas principais rodovias e ferrovias. A captura da cidade comprometeria a defesa ucraniana e abriria caminho para novos avanços russos. A cidade é um ponto estratégico na rede de abastecimento das tropas ucranianas, conectando postos avançados críticos e abrigando uma mina de carvão essencial para a indústria siderúrgica.
Diferente de ofensivas anteriores, as tropas russas agora adotam uma nova estratégia, cercando Pokrovsk em um movimento de pinça. Ao capturar vilarejos ao sul da cidade, Moscou busca cortar rotas de abastecimento e forçar a retirada das tropas ucranianas sem combates prolongados. Para conter o avanço russo, Kyiv trocou o comando da frente oriental, mas enfrenta desafios significativos, como a falta de soldados devido a dificuldades de recrutamento e aumento nas deserções.
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