Desde que assumiu a presidência, Donald Trump tem adotado uma postura de pressão intensa sobre a América Latina, prometendo a maior operação de deportação de imigrantes irregulares da história dos Estados Unidos e um combate rigoroso ao narcotráfico. O presidente também expressou seu descontentamento com a crescente influência da China na região, sugerindo que a […]
Desde que assumiu a presidência, Donald Trump tem adotado uma postura de pressão intensa sobre a América Latina, prometendo a maior operação de deportação de imigrantes irregulares da história dos Estados Unidos e um combate rigoroso ao narcotráfico. O presidente também expressou seu descontentamento com a crescente influência da China na região, sugerindo que a resposta dos EUA poderia incluir tarifas e até operações militares. A Colômbia, um aliado tradicional, foi ameaçada com tarifas, enquanto o Panamá enfrenta a possibilidade de ações diretas se não fizer mudanças em sua relação com a China.
Durante seu primeiro mandato, Trump já havia implementado uma política mais dura em relação à América Latina, impondo sanções a países como Cuba e Venezuela, e cortando ajuda a Honduras, Guatemala e El Salvador. Especialistas apontam que essas ações podem ter aproximado esses países da China, que se tornou o principal parceiro comercial da América do Sul. Em 2021, as exportações latino-americanas para a China superaram US$ 450 bilhões, e a expectativa é que esse número chegue a US$ 700 bilhões até 2035.
A visita do secretário de Estado, Marco Rubio, ao Panamá, foi marcada por tensões. Ele advertiu o presidente panamenho, José Raúl Mulino, sobre a “ameaça inaceitável” da influência chinesa no canal do Panamá. Mulino, por sua vez, minimizou as preocupações, afirmando que não há uma ameaça real ao tratado que rege a soberania panamenha sobre o canal. A visita também abordou questões de migração e segurança regional, com o Panamá buscando manter um diálogo construtivo com os EUA.
Protestos contra a visita de Rubio ocorreram em várias partes do Panamá, com manifestantes expressando sua oposição às intenções dos EUA de retomar o controle do canal. O presidente Mulino reafirmou a soberania do Panamá sobre a hidrovia, que está sob seu controle há 25 anos. A crescente tensão entre os EUA e a América Latina pode beneficiar a China, que já estabeleceu laços comerciais e de investimento significativos na região, ampliando sua influência em um momento em que os EUA parecem se afastar.
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