O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou que forças militares europeias poderão ser enviadas à Ucrânia após a assinatura de um acordo de paz, com o objetivo de garantir que a Rússia não realize novas invasões. Em um discurso à nação, ele informou que uma reunião com chefes do Estado-Maior dos países interessados em assegurar a […]
O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou que forças militares europeias poderão ser enviadas à Ucrânia após a assinatura de um acordo de paz, com o objetivo de garantir que a Rússia não realize novas invasões. Em um discurso à nação, ele informou que uma reunião com chefes do Estado-Maior dos países interessados em assegurar a paz na Ucrânia ocorrerá na próxima semana. Macron destacou que essas forças não atuarão na linha de frente, mas estarão presentes para garantir o cumprimento do acordo.
Macron também caracterizou a Rússia como uma “ameaça à França e à Europa”, enfatizando a necessidade de um debate estratégico sobre a proteção dos aliados europeus, incluindo a dissuasão nuclear. A questão será discutida em uma cúpula especial em Bruxelas, focada no apoio à Ucrânia e na defesa europeia. O presidente francês alertou que a “ameaça russa” é real e afeta a Europa sem respeitar fronteiras, mencionando ações de Moscou que vão desde a manipulação de eleições até ataques digitais.
Na terça-feira, Macron elogiou a disposição do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em dialogar com os Estados Unidos e reafirmou o compromisso da França em colaborar para uma paz duradoura na Ucrânia. Zelensky, que enfrenta a invasão russa desde fevereiro de 2022, propôs uma trégua com Moscou, visando interromper os ataques e iniciar negociações sob a liderança de Donald Trump. As relações entre a Ucrânia e o governo Trump, no entanto, estão tensas após um recente desentendimento.
Trump, por sua vez, revelou que recebeu uma carta de Zelensky expressando a disposição da Ucrânia para negociar um acordo com os Estados Unidos sobre seus minerais. Apesar das dificuldades nas relações, o presidente ucraniano busca restabelecer o diálogo e encontrar uma solução pacífica para o conflito.
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