Albert Ramdin, ministro de Asuntos Exteriores de Surinam, foi eleito por aclamação como novo secretário geral da Organização de Estados Americanos (OEA) nesta segunda-feira, em uma assembleia extraordinária. A candidatura de Ramdin, de sessenta e sete anos, não teve oposição após a retirada de seu único rival, o chanceler paraguaio Rubén Ramírez Lezcano. Ramdin, que […]
Albert Ramdin, ministro de Asuntos Exteriores de Surinam, foi eleito por aclamação como novo secretário geral da Organização de Estados Americanos (OEA) nesta segunda-feira, em uma assembleia extraordinária. A candidatura de Ramdin, de sessenta e sete anos, não teve oposição após a retirada de seu único rival, o chanceler paraguaio Rubén Ramírez Lezcano. Ramdin, que já atuou como secretário geral adjunto entre 2005 e 2015, se torna o primeiro representante caribenho a liderar a OEA, sucedendo o uruguaio Luis Almagro.
O novo secretário geral enfrenta o desafio de recuperar a relevância da OEA em um contexto de crises na América, incluindo a imigração, a situação na Venezuela e a influência da China na região. Ramdin é visto como um político de centro-esquerda, o que pode alterar a abordagem da OEA em relação a temas como a relação com a Venezuela, priorizando o diálogo em vez do distanciamento promovido por seu antecessor. O apoio a sua candidatura foi robusto, com vinte e dois votos a favor, superando os dezoito necessários.
O apoio a Ramdin veio de um bloco de catorze países caribenhos e de governos progressistas como Brasil, Bolívia, Chile, Colômbia e Uruguai. Em um comunicado, esses países afirmaram que Ramdin “está em uma posição única para abordar os desafios contemporâneos”. A retirada de Ramírez Lezcano foi uma consequência do apoio generalizado ao surinamês, que foi considerado um candidato de consenso.
Ramdin terá que lidar com a diplomacia complexa dos Estados Unidos, principal contribuinte da OEA, que tem limitado seus vínculos com instituições multilaterais. Além disso, a OEA enfrenta desafios como a imigração e a segurança, enquanto tenta superar divisões internas e modernizar sua estrutura. A representante boliviana, Cecilia Sosa Lunda, criticou a atuação anterior da OEA, destacando a necessidade de uma nova abordagem, incluindo a possibilidade de uma mulher assumir a liderança no futuro.
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